# Easy Alert — conteúdo completo (llms-full.txt) > Versão integral, em Markdown, dos guias e artigos técnicos de https://easyalert.com.br. Resumo do site em https://easyalert.com.br/llms.txt. --- # Software de Manutenção Predial: guia completo para escolher (2026) URL canônica: https://easyalert.com.br/software-de-manutencao-predial/ Autor: Fernando Zomer (Engenheiro Civil) Publicado em: 2026-07-31 # Software de Manutenção Predial: guia completo para escolher (2026) Um **software de manutenção predial** é a ferramenta que transforma a obrigação de manter a edificação (prevista na NBR 5674, cuja revisão vigente é de 2024) em uma rotina executável: um plano de manutenções com prazos, responsáveis, alertas automáticos e registro de evidências que documenta, item por item, que a manutenção foi feita. A maior parte do conteúdo que você encontra sobre o tema fala com gerentes de facilities de grandes plantas industriais ou com empresas prestadoras de manutenção. Este guia é diferente: ele fala com quem **responde pessoalmente** pela edificação — o síndico, a administradora e a construtora no pós-obra. São perfis com dores distintas, mas com o mesmo problema de fundo: a manutenção predial no Brasil ainda é gerida, na maioria dos casos, com planilha, memória e boa vontade. Aqui você vai encontrar: - O que é um software de manutenção predial e para quem ele serve; - Por que a planilha quebra (e em que momento exato ela quebra); - Um **checklist de avaliação honesto**, aplicável a qualquer ferramenta do mercado, não só à nossa; - Como o Easy Alert resolve cada item desse checklist, com números reais de operação: **2.500+ edificações já atendidas** e **300 mil+ manutenções gerenciadas**; - Um comparativo direto planilha vs software, e um FAQ com as dúvidas mais comuns. ## O que é um software de manutenção predial — e para quem ele serve Software de manutenção predial é um sistema que centraliza o **plano de manutenção da edificação** (o que fazer, com que frequência, quem executa), dispara **alertas automáticos** quando cada atividade vence, registra a **execução com evidências** (fotos, laudos, notas fiscais) e gera **relatórios** que documentam o histórico completo do prédio. Na prática, ele substitui três coisas que hoje convivem mal entre si: a planilha de controle, o grupo de WhatsApp onde as coisas "são combinadas" e a pasta física (ou o e-mail) onde os laudos se perdem. Vale distinguir o que ele **não** é: - **Não é um sistema de administração condominial** (boletos, assembleia, reserva de salão). Esses sistemas às vezes têm um módulo de manutenção, mas raramente com plano técnico baseado em norma. - **Não é um CMMS industrial genérico.** Ferramentas de manutenção de fábrica (gestão de ativos, MTBF, estoque de peças) são poderosas, mas exigem um profissional de manutenção dedicado para operar, algo que condomínio nenhum tem. - **Não é um app de chamados.** Abrir e fechar ordens de serviço corretivas é só uma fração do problema. O núcleo é a manutenção **preventiva** programada, que é justamente o que a norma exige e a planilha não sustenta. ### Para o síndico: responsabilidade pessoal e prova de diligência O síndico pode responder civil e até criminalmente por falhas na conservação das áreas comuns — é o que decorre do artigo 1.348 do Código Civil, que lhe atribui o dever de "diligenciar a conservação e a guarda das partes comuns". Em caso de acidente (queda de revestimento de fachada, falha em equipamento de pressurização de escada, incêndio com sistema de combate vencido), a primeira pergunta do perito e do juiz tende a ser: **existe registro de que a manutenção foi feita?** A NBR 5674 exige exatamente isso: um sistema de gestão de manutenção com planejamento, execução e **registro documentado**. Ela não exige um software; exige que o registro exista, seja sistemático e esteja disponível. O software é simplesmente a forma mais barata e defensável de cumprir essa exigência: cada atividade concluída vira um registro com data, responsável e evidência anexada, impossível de "reconstruir de memória" depois que o problema aconteceu. Para o síndico profissional, há uma segunda camada: **escala**. Quem administra 5, 10, 20 condomínios não consegue carregar os vencimentos de todos na cabeça nem manter vinte planilhas atualizadas. O software vira a memória operacional da carteira inteira. ### Para a administradora: padronização da carteira A administradora tem o problema do síndico multiplicado por dezenas ou centenas de unidades, com um agravante comercial: a manutenção bem gerida é um **diferencial de retenção de carteira**. Condomínio que recebe relatório mensal de manutenções executadas, com fotos e status, percebe valor no serviço. Condomínio que só recebe boleto troca de administradora por preço. O que a administradora precisa do software: visão consolidada de todos os condomínios em um painel, padronização dos planos (o mesmo tipo de edificação recebe o mesmo plano-base) e relatórios prontos para anexar à prestação de contas. ### Para a construtora: pós-obra e garantia A construtora tem uma dor específica e cara: a relação entre **manutenção não realizada e perda de garantia**. A NBR 17170:2022 (garantias) e o manual de uso, operação e manutenção entregue no fim da obra associam a validade das garantias à realização das manutenções previstas. Quando o condomínio não faz a manutenção e aciona a construtora por um vício, a construtora precisa **demonstrar** que orientou e que a manutenção não foi feita. Entregar o empreendimento já com um software de manutenção predial configurado resolve os dois lados: o condomínio recebe o plano pronto (em vez de um manual de 300 páginas que ninguém abre) e a construtora ganha rastreabilidade sobre o que foi ou não executado no período de garantia. É o fluxo relatado no depoimento da Construfase, que usa o Easy Alert exatamente nesse pós-obra. ## O problema real: por que a planilha quebra Quase todo condomínio que procura um software de manutenção predial chega da mesma origem: uma planilha. E a planilha não é uma má ideia — ela é um bom **ponto de partida** que falha de forma previsível em cinco pontos: 1. **A planilha não avisa.** Ela depende de alguém abrir o arquivo e conferir as datas. No mês em que o síndico viaja, o zelador troca ou a rotina aperta, o vencimento passa em silêncio. Manutenção preventiva que não gera alerta ativo vira manutenção corretiva com outro preço. 2. **A planilha não guarda evidência.** A célula diz "limpeza da caixa d'água — OK — 12/03". Onde está o certificado da empresa? A foto? A nota? Em algum e-mail, talvez. Em uma perícia ou fiscalização da vigilância sanitária, "OK na planilha" não é prova de nada. 3. **A planilha morre na troca de gestão.** Todo síndico que assume um condomínio conhece a cena: o antecessor entrega uma pasta incompleta, um arquivo desatualizado ou nada. O histórico da edificação, que deveria acompanhar o imóvel, recomeça do zero a cada eleição. 4. **A planilha não conhece a norma.** Montar um plano de manutenção do zero exige saber que o sistema de pressurização de escada tem verificação com periodicidade própria, que fachada tem inspeção periódica, que SPDA tem prazos de inspeção definidos por norma específica. A planilha média cobre elevador, bomba e limpeza de caixa d'água, e ignora dezenas de sistemas pelos quais o síndico responde igual. 5. **A planilha não escala.** Para um condomínio, ela é trabalhosa. Para uma carteira de dez, é inviável. Para uma construtora acompanhando o pós-obra de vários empreendimentos, nem entra em cogitação. O padrão resultante é o que chamamos de **gestão reativa**: o condomínio só age quando algo quebra, vaza ou é notificado. É o modo mais caro de manter um prédio — estudos clássicos de engenharia de manutenção, como a Lei de Sitter, mostram que o custo de correção cresce em progressão geométrica conforme a intervenção é adiada. E é também o modo mais arriscado juridicamente, porque a omissão fica evidenciada justamente pela ausência de registros. ## O que um software de manutenção predial precisa ter: checklist de avaliação Este checklist vale para avaliar **qualquer ferramenta**, incluindo a nossa. Se o software que você está considerando falha em vários destes itens, siga procurando. ### 1. Plano de manutenção baseado na NBR 5674 — pronto, não em branco O critério que mais separa ferramentas na prática. Muitos sistemas entregam um "cadastro de atividades" vazio: quem tem que saber o que cadastrar, com qual periodicidade, é você. Isso só transfere o problema. O que exigir: o software deve **gerar o plano automaticamente** a partir das características da edificação (sistemas existentes: elevador, gerador, SPDA, pressurização, fachada, cobertura, gás, incêndio...), com atividades e periodicidades já estruturadas conforme a NBR 5674 — e, ponto importante em 2026, conforme a **revisão de 2024** da norma, não a versão anterior. A NBR 5674:2024 reforçou as exigências de documentação, previsão orçamentária e designação de responsáveis; um plano montado sobre a versão antiga já nasce desatualizado. Pergunta de teste na demonstração: *"Se eu cadastrar um prédio residencial de 15 anos com gerador e pressurização, quantas atividades o sistema cria sozinho — e com base em quê?"* ### 2. Alertas ativos nos canais que as pessoas realmente usam Notificação dentro do app não basta: ninguém abre app de manutenção por hábito. O alerta precisa chegar onde o responsável já está, por **WhatsApp e e-mail**, com antecedência configurável, e reincidir enquanto a atividade não for concluída. Pergunta de teste: *"O zelador precisa instalar e abrir um app, ou o aviso chega no WhatsApp dele?"* ### 3. Registro de execução com evidência anexada Cada atividade concluída deve aceitar **fotos, laudos, ARTs, certificados e notas fiscais** anexados no ato, pelo celular, por quem executou. É isso que transforma o software em prova de diligência: não a lista de tarefas, mas o dossiê de evidências com data e autor. ### 4. Checklists de execução Para atividades feitas pela equipe interna (verificação de bombas, gerador, iluminação de emergência, portões), o software deve fornecer **checklists item a item com registro fotográfico**, para padronizar a execução e não depender do critério individual de cada funcionário. ### 5. Relatórios em PDF prontos para assembleia, perícia e auditoria O histórico precisa sair do sistema em formato que terceiros aceitam: **PDF com período, atividades executadas, pendentes, evidências e responsáveis**. Casos de uso reais: prestação de contas em assembleia, resposta a notificação do corpo de bombeiros, subsídio para inspeção predial, defesa em ação judicial, due diligence na venda de unidades. ### 6. Gestão de chamados (corretivas) integrada ao histórico O vazamento que o morador reporta e a preventiva programada devem viver **no mesmo histórico**, porque na perícia é o conjunto que conta. Um bom software recebe chamados (idealmente com QR code espalhado pelas áreas comuns, sem exigir cadastro do morador), encaminha ao responsável e arquiva a resolução com evidência. ### 7. Algum indicador objetivo de saúde da manutenção Uma nota ou score que resuma o estado da edificação (percentual de atividades em dia, atrasadas, vencendo) cumpre duas funções: dá ao gestor um número para acompanhar a evolução e dá ao condomínio um termômetro compreensível, mais eficaz em assembleia do que qualquer tabela. ### 8. Simplicidade operacional real Teste com as pessoas que vão usar de fato: o zelador consegue concluir uma atividade e anexar uma foto pelo celular sem treinamento formal? O conselheiro consegue entender o painel sem manual? Software de manutenção predial que exige "implantação de seis semanas" foi desenhado para indústria, não para condomínio. ### 9. Suporte que entende de condomínio (não só de software) Na dúvida entre duas ferramentas parecidas, escolha a que responde rápido e em português claro quando você pergunta algo como "qual a periodicidade recomendada para inspeção de fachada?". Suporte que só sabe abrir ticket técnico não ajuda o síndico que precisa de orientação prática. ### 10. Preço compatível com orçamento condominial Desconfie de dois extremos: ferramentas "gratuitas" genéricas (que são construtores de app onde você mesmo monta tudo — de novo, transferência do problema) e CMMS industriais com preço por usuário que inviabiliza dar acesso a zelador, conselho e fornecedores. O modelo saudável para condomínio é assinatura previsível, sem cobrar por cada pessoa que precisa participar. ## Como o Easy Alert resolve cada ponto O Easy Alert é um software de manutenção predial criado em Criciúma, Santa Catarina, focado em quem este guia atende: síndicos, administradoras e construtoras. Ponto a ponto do checklist acima: **Plano NBR 5674 automático.** Ao cadastrar a edificação, o sistema gera o plano de manutenção completo, estruturado conforme a NBR 5674 na revisão vigente (2024), com as atividades e periodicidades dos sistemas que o prédio realmente possui. O síndico não parte de uma tela em branco: parte de um plano técnico que pode ajustar à realidade local. É a diferença entre "ferramenta de cadastro" e "plano pronto para executar". **Alertas por WhatsApp e e-mail.** Cada atividade dispara aviso automático para o responsável definido — síndico, zelador, administradora ou fornecedor — com antecedência do vencimento e reforço em caso de atraso. O prédio para de depender da memória de uma pessoa. **Execução com evidência.** A atividade é concluída pelo celular, com foto, laudo, certificado ou nota fiscal anexados na hora. O registro nasce completo, com data e autor, e vai compondo o histórico permanente da edificação, que não se perde na troca de síndico: pertence ao condomínio, não à gestão. **Checklists com registro fotográfico.** As rotinas da equipe interna são guiadas item a item, com evidência fotográfica quando necessário. O que era "o zelador dá uma olhada nas bombas" vira um procedimento padronizado e auditável. **Relatórios em PDF.** Com poucos cliques, o gestor gera o relatório do período — executadas, pendentes, evidências — pronto para assembleia, prestação de contas, seguradora ou perícia. Administradoras usam esse relatório como peça mensal de demonstração de valor ao condomínio. **Chamados com QR code.** Moradores e equipe abrem solicitações escaneando QR codes instalados nas áreas comuns, sem precisar de aplicativo ou cadastro. O chamado cai no painel do gestor, é encaminhado e encerrado com evidência, no mesmo histórico das preventivas. **Score de manutenção.** A edificação recebe uma nota objetiva que reflete o percentual de atividades em dia. É o número que o síndico acompanha semanalmente e apresenta em assembleia para mostrar a evolução da gestão. ### Prova: escala real e depoimentos reais Números da operação (dados de julho de 2026, extraídos do sistema): - **2.500+ edificações já atendidas**; - **300 mil+ manutenções gerenciadas** na plataforma; - **1.400+ condomínios ativos**; - Presença em **23 estados** e **138 cidades**. Isso importa na sua avaliação por um motivo prático: um plano de manutenção gerado automaticamente só é confiável se foi calibrado contra edificações reais em volume — tipos construtivos, idades e sistemas diferentes. É o que centenas de milhares de manutenções gerenciadas permitem. Quem usa, na prática: > "Faz lembrar a gente de fazer as manutenções preventivas [...] e traz uma transparência com os moradores quanto ao acompanhamento das manutenções." > — **Marcelo Bavaresco**, síndico profissional E no fluxo de pós-obra, a **Construfase** (depoimento de Jackson) entrega seus empreendimentos com o Easy Alert configurado, garantindo que o condomínio inicie a operação já com o plano de manutenção rodando — e que a construtora tenha rastreabilidade sobre a execução durante o período de garantia. ## Planilha vs software de manutenção predial: comparativo honesto | Critério | Planilha | Software de manutenção predial | |---|---|---| | Custo inicial | Zero | Assinatura mensal | | Plano baseado na NBR 5674:2024 | Você monta (e atualiza) sozinho | Gerado automaticamente | | Alerta de vencimento | Não existe — depende de abrir o arquivo | WhatsApp e e-mail automáticos | | Evidências (fotos, laudos, notas) | Espalhadas em e-mails e pastas | Anexadas a cada atividade | | Valor como prova de diligência | Frágil (editável, sem autoria/data confiável) | Alto (registro com data, autor e anexos) | | Troca de síndico/gestão | Histórico costuma se perder | Histórico permanece com o condomínio | | Chamados de moradores | Fora da planilha (WhatsApp, papel) | Integrados ao mesmo histórico, via QR code | | Relatório para assembleia/perícia | Montagem manual, horas de trabalho | PDF em poucos cliques | | Visão de carteira (vários condomínios) | Um arquivo por prédio, sem consolidação | Painel único | | Escala | Quebra a partir do 2º ou 3º prédio | Indiferente ao número de edificações | A leitura honesta da tabela: a planilha "ganha" em custo inicial e perde em todo o resto. E o custo inicial zero é ilusório, porque o custo real da planilha aparece depois, na corretiva que a preventiva esquecida não evitou, nas horas de montagem de relatório e no risco jurídico de um histórico que não prova nada. Para um condomínio pequeno, de pouquíssimos sistemas, com um síndico extremamente disciplinado, a planilha pode se sustentar por um tempo. Para todos os outros cenários — e para qualquer carteira —, ela é a fase que se supera. ## Como colocar em prática (o caminho típico) 1. **Levante os sistemas da edificação**: elevadores, bombas, gerador, SPDA, pressurização, incêndio, gás, fachada, cobertura, reservatórios. Se houver manual do proprietário ou manual de uso e operação da construtora, ele é a fonte primária. 2. **Cadastre a edificação no software** e deixe o plano ser gerado; ajuste periodicidades ao contexto local e às exigências do seu município e do corpo de bombeiros estadual. 3. **Defina responsáveis por atividade**: o que é da equipe interna (com checklist) e o que é de fornecedor contratado (com laudo/ART anexado). 4. **Rode 60–90 dias e apresente o primeiro relatório** em assembleia ou à administradora. É nesse momento que a percepção da gestão muda: a manutenção sai do invisível. No Easy Alert, esse ciclo de implantação é acompanhado pelo nosso time, da configuração inicial da edificação ao primeiro relatório apresentado. ## Perguntas frequentes (FAQ) ### O que faz um software de manutenção predial? Ele centraliza o plano de manutenção da edificação, dispara alertas automáticos quando cada atividade preventiva vence, registra a execução com evidências (fotos, laudos, notas fiscais), recebe chamados de corretivas e gera relatórios em PDF do histórico completo. Em resumo: garante que a manutenção prevista na NBR 5674 seja planejada, executada e — ponto crítico — **documentada**. ### A NBR 5674 exige o uso de um software? Não. A norma exige um **sistema de gestão de manutenção** com planejamento, controle e registros sistemáticos e disponíveis; ela não prescreve a ferramenta. Uma planilha rigorosamente mantida atenderia formalmente. Na prática, o software é a forma mais viável de sustentar essa exigência ao longo dos anos e das trocas de gestão, e a que produz registros com mais valor probatório. Importante: a revisão vigente da norma é a **NBR 5674:2024**, que reforçou exigências de documentação e previsão orçamentária. Desconfie de fornecedores e conteúdos que ainda citam a versão anterior como atual. ### Qual a diferença entre software de manutenção predial e sistema de gestão de condomínio? O sistema de gestão condominial cuida do administrativo-financeiro: boletos, inadimplência, assembleias, reservas. O software de manutenção predial cuida da **engenharia da edificação**: plano preventivo por sistema construtivo, alertas, evidências e histórico técnico. Alguns sistemas administrativos têm um módulo de "manutenção", mas em geral é uma agenda simples, sem plano técnico baseado em norma. As duas ferramentas convivem bem, porque resolvem problemas diferentes. ### Quanto custa um software de manutenção predial? No mercado brasileiro, soluções focadas em condomínio trabalham com assinatura mensal por edificação, em valores pequenos frente ao orçamento condominial — em geral, menos do que uma única visita técnica corretiva. CMMS industriais cobram por usuário e ficam caros rapidamente quando você precisa dar acesso a zelador, conselho e fornecedores. Na avaliação, olhe o custo total: mensalidade, limite de usuários, cobrança por edificação adicional e se implantação e suporte estão inclusos. O Easy Alert trabalha com assinatura por edificação, sem cobrança por usuário; os valores são apresentados na demonstração, de acordo com o tamanho da carteira. ### Software de manutenção predial serve para condomínio pequeno? Serve — e o argumento é mais jurídico do que operacional. A responsabilidade do síndico pela conservação (art. 1.348 do Código Civil) e a aplicabilidade da NBR 5674 não dependem do tamanho do prédio. Um condomínio de 20 unidades tem menos atividades no plano, mas a queda de um portão automático sem manutenção registrada pode gerar o mesmo tipo de processo. Para prédios pequenos, o software fica ainda mais simples de operar: menos sistemas, menos atividades, mesma proteção documental. ### Quem é o responsável pela manutenção predial no condomínio? O **síndico** é o responsável legal pela conservação das partes comuns, podendo responder civil e até criminalmente em caso de omissão. Ele pode (e deve) delegar a execução — a zelador, empresas especializadas, administradora —, mas não delega a responsabilidade. Por isso o registro documentado importa tanto: é o que permite ao síndico demonstrar que cumpriu o dever de diligência, contratando e cobrando as manutenções nos prazos devidos. ### Posso continuar usando minha planilha junto com o software? Pode, mas em pouco tempo não vai querer. O caminho comum é migrar a planilha atual para dentro do software na implantação (o histórico anterior pode ser cadastrado como registro retroativo) e aposentá-la. Manter os dois vira retrabalho e recria o risco de divergência entre fontes, exatamente o problema que você está resolvendo. ## Fale com quem faz isso todos os dias Se você chegou até aqui, tem duas formas de dar o próximo passo: **1. Conversar agora pelo WhatsApp** — tire dúvidas sobre o seu caso (condomínio único, carteira de síndico profissional, administradora ou pós-obra de construtora) direto com o nosso time: [Chamar no WhatsApp](https://wa.me/5548936182406?text=Ol%C3%A1%21%20Estava%20lendo%20o%20guia%20sobre%20software%20de%20manuten%C3%A7%C3%A3o%20predial%20e%20quero%20saber%20como%20o%20Easy%20Alert%20funcionaria%20na%20minha%20edifica%C3%A7%C3%A3o.) **2. Agendar uma demonstração** — 45 minutos, online, com o plano de manutenção de uma edificação sua gerado ao vivo, estruturado conforme a NBR 5674:2024: [Agendar demonstração gratuita](/agendar/) São 2.500+ edificações já atendidas, 300 mil+ manutenções gerenciadas e 1.400+ condomínios ativos em 23 estados. A sua edificação pode ser a próxima com o plano preventivo rodando. --- # Sistema de Manutenção Predial conforme a NBR 5674: o guia do síndico URL canônica: https://easyalert.com.br/sistema-de-manutencao-predial/ Autor: Iago Sartor (Engenheiro Civil (UNESC)) Publicado em: 2026-07-31 # Sistema de manutenção predial: o guia do síndico para cumprir a NBR 5674:2024 Todo condomínio brasileiro já tem, por lei, um responsável pela manutenção: o síndico. O artigo 1.348 do Código Civil, no inciso V, determina que compete a ele "diligenciar a conservação e a guarda das partes comuns". O que quase nenhum condomínio tem é um **sistema de manutenção predial**: o conjunto organizado de plano, periodicidades, registros, responsáveis e relatórios que a ABNT NBR 5674:2024 exige e que, na prática, é o que separa uma gestão defensável de uma gestão exposta. A diferença importa nos dois momentos em que o síndico mais precisa dela. No dia a dia, o sistema evita que a manutenção dependa da memória do zelador ou de uma planilha que só uma pessoa entende. E no dia em que algo dá errado (um acidente na área comum, um elevador interditado, uma infiltração que vira ação judicial), o sistema é a prova documental de que o condomínio cumpriu seu dever de diligência. Este guia explica, em linguagem de síndico e não de norma técnica, o que é um sistema de manutenção predial, o que a NBR 5674:2024 realmente exige, quais são os componentes obrigatórios, como implantar tudo isso passo a passo num condomínio real, e como o Easy Alert operacionaliza cada componente para mais de 1.400 condomínios ativos no Brasil. ## O que é um sistema de manutenção predial (e o que ele não é) Um sistema de manutenção predial é o **processo de gestão contínuo** que garante que todas as manutenções de uma edificação sejam planejadas, executadas no prazo, registradas com evidências e reportadas a quem precisa saber. É o termo usado pela própria NBR 5674, cujo título é justamente "Manutenção de edificações — Requisitos para o sistema de gestão de manutenção". Vale desfazer três confusões comuns: - **Sistema não é sinônimo de software.** O software é a ferramenta que operacionaliza o sistema: automatiza alertas, centraliza registros, gera relatórios. Mas um condomínio pode ter software e não ter sistema (a ferramenta parada, sem processo por trás), assim como pode tentar rodar o sistema sem software, em papel ou planilha, com as limitações que veremos adiante. - **Sistema não é sinônimo de plano de manutenção.** O plano (ou programa) de manutenção é um dos componentes do sistema: o documento que lista atividades e periodicidades. O sistema é maior. Inclui também a execução, o registro, a delegação de responsáveis, o orçamento e a prestação de contas. - **Sistema não é a inspeção predial.** A inspeção predial, tratada na NBR 16747, é uma fotografia pontual do estado da edificação, feita por profissional habilitado. O sistema de manutenção é o filme: a rotina contínua que a inspeção avalia e realimenta. Em resumo: o sistema de manutenção predial é o ciclo completo **planejar → executar → registrar → comprovar**, rodando de forma contínua ao longo da vida útil da edificação. É exatamente esse ciclo que a NBR 5674 estrutura em requisitos. ## O que a NBR 5674:2024 exige do sistema de gestão de manutenção A NBR 5674 foi revisada em 2024, e esse detalhe não é menor. Boa parte do conteúdo disponível na internet ainda cita a versão de 2012 como se fosse a vigente. A revisão de 2024 manteve a espinha dorsal da norma, mas atualizou requisitos de documentação e reforçou a articulação com as normas vizinhas: a NBR 14037 (manual de uso, operação e manutenção), a NBR 16747 (inspeção predial) e a NBR 17170 (garantias das edificações). Se o seu condomínio montou o processo com base em material antigo, vale revisar. Na prática, a norma exige que o responsável pela edificação — proprietário, síndico ou empresa contratada para a gestão — mantenha um sistema com estes elementos: - **Programa de manutenção preventiva**, com as atividades de cada sistema construtivo (estrutura, fachada, impermeabilização, instalações hidráulicas, elétricas, gás, SPDA, combate a incêndio, elevadores, entre outros), suas periodicidades e os responsáveis por executá-las. - **Fluxo de gestão das manutenções**: da solicitação ou programação, passando pelo planejamento e execução, até o registro final, inclusive para as corretivas, que também precisam entrar no sistema. - **Delegação adequada**: a norma distingue atividades que podem ser feitas pela **equipe de manutenção local** (zelador, funcionários), as que exigem **empresa capacitada** (treinada e sob orientação de responsável técnico) e as que exigem **empresa especializada** ou profissional habilitado com emissão de ART/TRT. - **Documentação e registros**: comprovantes de que cada atividade foi realizada (ordens de serviço, laudos, notas fiscais, ARTs, fotos), organizados e recuperáveis. É essa documentação que a inspeção predial e, se for o caso, a Justiça vão pedir. - **Previsão orçamentária**: a manutenção precisa estar no orçamento do condomínio, e não ser tratada como despesa surpresa. - **Avaliação periódica**: o sistema deve ser revisado ao longo do tempo, incorporando o resultado das inspeções e o histórico de falhas. ### Por que isso é um assunto jurídico, não só técnico O sistema de manutenção é a materialização do dever de diligência do artigo 1.348, V, do Código Civil. Quando ocorre um sinistro em área comum, a pergunta que se faz — em sindicância, em perícia ou em juízo — é objetiva: **o condomínio fazia a manutenção devida e consegue provar?** Sem sistema, a resposta depende de reconstruir o passado: procurar notas fiscais avulsas, pedir declarações a fornecedores, torcer para o e-mail antigo do zelador ainda existir. Com sistema, a resposta é um relatório: atividade prevista, data de execução, quem executou, evidência anexada. A NBR 5674 é referência técnica reconhecida em perícias de engenharia; demonstrar um sistema estruturado conforme a norma é, para o síndico, a diferença entre responder com documentos ou responder com justificativas. Há ainda um efeito patrimonial direto: edificação sem histórico de manutenção perde desempenho mais rápido, tem obras corretivas mais caras (corrigir custa várias vezes o valor de prevenir, como resume a Lei de Sitter, clássica na patologia das construções) e vale menos numa avaliação. O sistema de manutenção é, também, um instrumento de defesa do valor dos imóveis de todos os condôminos. ## Os 5 componentes de um sistema de manutenção predial A norma pode parecer abstrata, mas todo sistema de manutenção que funciona se sustenta em cinco componentes concretos. Se faltar qualquer um deles, o ciclo quebra. ### 1. Plano (programa) de manutenção É a lista estruturada de **o que** deve ser mantido: cada sistema e componente da edificação, com a atividade correspondente. O ponto de partida ideal é o manual de uso, operação e manutenção entregue pela construtora (NBR 14037), que já traz as atividades e periodicidades específicas daquele prédio. Em edificações antigas, sem manual, o plano é montado a partir das referências da própria NBR 5674, das normas de cada sistema (elevadores, SPDA, incêndio, gás) e da legislação local. Num condomínio residencial de médio porte, um plano realista costuma reunir algumas dezenas de atividades recorrentes. Se a sua lista ficou curta demais, provavelmente há sistemas esquecidos; se ficou longa e não há ferramenta de gestão por trás, o plano tende a virar letra morta. ### 2. Periodicidades É o **quando**. Cada atividade tem uma frequência — semanal, mensal, semestral, anual — definida pelo manual da edificação, pelas normas técnicas de cada sistema e pela legislação municipal e estadual (que varia: limpeza de reservatório, por exemplo, tem prazos diferentes conforme a cidade). A tabela abaixo reúne periodicidades usuais em condomínios residenciais, a título de referência: | Sistema / componente | Atividade típica | Periodicidade usual | Quem executa | |---|---|---|---| | Reservatórios de água | Limpeza e desinfecção | Semestral (conforme legislação local) | Empresa especializada | | Bombas de recalque | Verificação de funcionamento e revezamento | Mensal | Equipe local | | Extintores | Recarga e inspeção | Anual (recarga) / mensal (verificação visual) | Empresa especializada / equipe local | | SPDA (para-raios) | Medição ôhmica e laudo | Anual | Empresa especializada com ART | | Elevadores | Manutenção contratual | Mensal | Empresa especializada | | Gerador | Teste de funcionamento com carga | Mensal | Equipe local / empresa capacitada | | Portões e automações | Lubrificação e ajuste | Trimestral | Empresa capacitada | | Fachada e revestimentos | Verificação de fissuras, desplacamento | Anual | Empresa especializada | | Impermeabilizações e rejuntes | Inspeção de áreas molhadas e coberturas | Anual | Empresa capacitada | | Instalações de gás | Teste de estanqueidade | Conforme legislação local | Empresa especializada com ART | | Iluminação de emergência | Teste de autonomia | Mensal | Equipe local | | Central de alarme de incêndio | Teste de funcionamento | Mensal | Equipe local / empresa capacitada | Importante: a tabela é referência de mercado, não substitui o manual da edificação nem a legislação da sua cidade, que prevalecem sempre. É exatamente por essa variação que o plano precisa ser configurado por edificação, e não copiado de um modelo genérico. ### 3. Registros e evidências É o componente que transforma manutenção feita em manutenção **comprovada**. Cada atividade executada precisa gerar registro: data, executor, descrição do serviço e evidência (foto, relatório, nota fiscal, ART). A NBR 5674 é explícita quanto à necessidade de documentação organizada e recuperável, e a inspeção predial da NBR 16747 começa justamente pela análise dessa documentação. O teste prático é simples: se um perito pedisse hoje o histórico de manutenção do SPDA dos últimos cinco anos, em quanto tempo o condomínio entregaria? Se a resposta envolve "procurar nos arquivos da administradora" ou "perguntar ao síndico anterior", não há sistema — há esperança. ### 4. Responsáveis É o **quem**. O sistema precisa definir, atividade por atividade, quem executa (equipe local, empresa capacitada ou empresa especializada, na gradação da norma), quem contrata, quem confere e quem responde tecnicamente quando é exigida ART. Também é aqui que entra a gestão de fornecedores: contratos de manutenção vigentes, certidões, apólices e a rastreabilidade de quem esteve na edificação fazendo o quê. A troca de síndico é o teste de estresse deste componente. Num sistema bem montado, o sucessor recebe o processo funcionando: plano, histórico, fornecedores, pendências. Sem sistema, cada gestão recomeça do zero, e o condomínio paga o custo desse recomeço em falhas e retrabalho. ### 5. Relatórios e prestação de contas É o componente que fecha o ciclo e sustenta a relação do síndico com o condomínio. O sistema deve produzir, sem esforço adicional, as respostas às perguntas da assembleia: o que estava previsto, o que foi feito, o que está pendente e por quê, quanto custou. Relatórios periódicos de manutenção protegem o síndico em dois sentidos: demonstram diligência e antecipam discussões orçamentárias (a previsão de gastos com manutenção, exigida pela norma, deixa de ser estimativa e passa a ser histórico). ## Como implantar um sistema de manutenção predial no condomínio: passo a passo Implantar o sistema não exige parar o condomínio nem contratar uma consultoria de meses. Exige método. Este é o roteiro que funciona na prática: **1. Reúna a documentação existente.** Manual de uso, operação e manutenção (se o prédio tiver), projetos, laudos anteriores, contratos de manutenção vigentes, últimas ARTs, comprovantes avulsos. Não se assuste com lacunas: quase todo condomínio tem. O objetivo é saber de onde se parte. **2. Faça o inventário de sistemas e ativos.** Percorra a edificação listando o que existe e precisa de manutenção: reservatórios, bombas, gerador, elevadores, SPDA, sistema de incêndio, portões, academia, piscina, fachada, cobertura. Esse inventário é a base do plano. **3. Avalie a necessidade de uma inspeção predial.** Em edificações com mais de 10 anos, com histórico de problemas ou sem documentação, uma inspeção conforme a NBR 16747 estabelece a linha de base técnica: o que está adequado, o que exige correção, com que prioridade. As não conformidades apontadas viram as primeiras ordens de serviço do sistema. **4. Monte o programa de manutenção com periodicidades.** Cruze o inventário com o manual da edificação, as normas de cada sistema e a legislação local. Defina, para cada atividade, a frequência e a próxima data. Aqui a decisão de ferramenta importa: em planilha, esse programa nasce desatualizado; num software com planos estruturados conforme a NBR 5674, ele nasce configurado e com alertas automáticos. **5. Defina responsáveis e orçamento.** Atribua cada atividade (equipe local, empresa capacitada ou especializada), regularize contratos e ARTs pendentes e leve a previsão orçamentária de manutenção para a assembleia. Manutenção prevista em orçamento aprovado não gera crise política a cada gasto. **6. Rode o ciclo e registre tudo.** A partir daqui, o sistema é rotina: a atividade vence, alguém é avisado, o serviço é executado, a evidência é anexada, o histórico cresce. A disciplina do registro é o que diferencia o sistema vivo do plano de gaveta, e é nela que a ferramenta certa faz mais diferença, porque cobra os prazos sozinha. **7. Revise e preste contas.** Ao menos uma vez por ano, revise o plano (novos equipamentos, mudanças de legislação, resultado de inspeções) e apresente ao condomínio o relatório do período. O sistema melhora a cada ciclo. ## Planilha dá conta? Os limites do controle manual Muitos síndicos começam, corretamente, com uma planilha. O problema não é começar; é permanecer. Três limites aparecem rápido: - **A planilha não avisa.** Ela depende de alguém abrir o arquivo e conferir datas. Férias, troca de zelador ou um mês atribulado, e a manutenção vence em silêncio. O componente "periodicidade" do sistema falha exatamente no momento em que mais importa. - **A planilha não guarda evidência.** Célula marcada como "feito" não é prova. As fotos ficam no WhatsApp de alguém, as notas fiscais na administradora, as ARTs numa pasta. Quando o histórico é necessário, está espalhado por lugares que não conversam entre si. - **A planilha não sobrevive à troca de gestão.** O arquivo é de quem o criou. Sai o síndico, sai o sistema. É por isso que a discussão sobre "sistema de manutenção predial" desagua naturalmente na escolha de uma ferramenta: não porque software substitua o processo, mas porque, acima de certa escala (e um plano com dezenas de atividades recorrentes já é essa escala), o processo manual não se sustenta. ## Como o Easy Alert implementa cada componente do sistema O Easy Alert é uma plataforma de gestão de manutenção predial criada para operacionalizar exatamente o ciclo da NBR 5674. Hoje ela roda em mais de 1.400 condomínios ativos, em 138 cidades de 23 estados. A correspondência com os cinco componentes é direta: **Plano de manutenção:** o condomínio parte de um plano estruturado conforme a NBR 5674, com as atividades dos sistemas construtivos já cadastradas, e o ajusta à sua realidade, incluindo o que consta no manual da edificação e as exigências da legislação local. Ninguém começa do zero diante de uma tela em branco. **Periodicidades:** cada atividade tem frequência e data configuradas, e a plataforma **avisa automaticamente** os responsáveis quando o vencimento se aproxima e quando atrasa. O calendário de manutenções dá ao síndico a visão do mês e do ano inteiro: o que vem, o que venceu, o que foi concluído. **Registros:** cada manutenção executada recebe relato, fotos e anexos (notas fiscais, laudos, ARTs) e fica no histórico permanente, que pertence à edificação, não ao síndico nem ao zelador. É o dossiê que a inspeção predial, a auditoria ou a perícia encontram pronto. **Responsáveis:** as atividades são atribuídas a usuários e fornecedores, com notificação a quem executa e visibilidade a quem gerencia. A troca de síndico ou de zelador não apaga nada: o novo gestor entra e encontra o sistema rodando, com todo o histórico. **Relatórios:** a prestação de contas sai da plataforma, com relatórios do que foi previsto, executado e pendente no período, prontos para assembleia ou para o conselho. Transparência deixa de ser um esforço extra e vira subproduto da rotina. É o efeito que Marcelo Bavaresco, síndico profissional e usuário da plataforma, resume em seu depoimento: "faz lembrar a gente de fazer as manutenções preventivas" e "traz uma transparência com os moradores". As duas metades do elogio são as duas metades do sistema: cumprir o prazo e conseguir provar. > **Quer ver o plano de manutenção do seu condomínio montado na prática?** [Fale com nossa equipe no WhatsApp](https://wa.me/5548936182406?text=Ol%C3%A1%21%20Quero%20implantar%20um%20sistema%20de%20manuten%C3%A7%C3%A3o%20predial%20no%20meu%20condom%C3%ADnio%20conforme%20a%20NBR%205674.) ou [agende uma demonstração de 45 minutos](/agendar/). ## Para construtoras: o sistema de manutenção no pós-obra e nas garantias Há uma segunda frente em que o sistema de manutenção predial é decisivo: a relação entre construtora e edificação entregue. A NBR 17170 estabelece os prazos de garantia recomendados para os sistemas da edificação, e essas garantias estão, em regra, **condicionadas à realização das manutenções previstas no manual de uso, operação e manutenção** (NBR 14037). Isso cria um interesse simétrico: - **Para a construtora**, cada condomínio entregue sem sistema de manutenção é um passivo em potencial: chamados de garantia sobre falhas causadas por falta de manutenção, discussões sem documentação e desgaste de marca. Quando a construtora entrega o empreendimento já com o plano do manual carregado numa plataforma, ela transforma o manual — que quase nenhum condomínio lê — em rotina operacional, e passa a ter critério objetivo para analisar solicitações de garantia: a manutenção exigida foi feita ou não, com histórico para demonstrar. - **Para o condomínio**, manter o sistema desde a entrega das chaves preserva as garantias justamente no período em que elas mais valem. É o uso que a Construfase faz do Easy Alert, como conta Jackson, da construtora, em seu depoimento: a plataforma organiza o pós-obra e a relação com os condomínios entregues, dando rastreabilidade às manutenções que condicionam as garantias. Se você atua em incorporadora ou construtora, o caminho é o mesmo: [uma conversa de 45 minutos](/agendar/) mostra como estruturar o pós-obra dos seus empreendimentos. ## O que os números mostram Sistema de manutenção predial não é teoria de norma: é rotina que já roda em escala. Os números do Easy Alert (dados do sistema, julho de 2026): - **2.500+ edificações já atendidas** pela plataforma; - **300 mil+ manutenções gerenciadas**, do planejamento ao registro; - **1.400+ condomínios ativos** usando a plataforma hoje; - presença em **23 estados** e **138 cidades**. Por trás de cada número está o mesmo ciclo descrito neste guia — plano, prazo, execução, registro — deixando de depender da memória de alguém. ## Perguntas frequentes sobre sistema de manutenção predial ### O que é um sistema de manutenção predial? É o processo de gestão contínuo que organiza todas as manutenções de uma edificação: o plano de atividades, as periodicidades, a execução pelos responsáveis corretos, o registro com evidências e os relatórios de prestação de contas. O termo vem da NBR 5674, que define os requisitos para o sistema de gestão de manutenção de edificações. Software de manutenção é a ferramenta que operacionaliza esse sistema. ### A NBR 5674 é obrigatória para condomínios? As normas ABNT não são leis, mas a NBR 5674 é a referência técnica reconhecida para gestão de manutenção predial: é o parâmetro usado em perícias, inspeções prediais e decisões judiciais para avaliar se o condomínio foi diligente. Além disso, diversas legislações municipais e estaduais tornam obrigatórias inspeções e manutenções específicas. Na prática, seguir a norma é a forma mais segura de o síndico demonstrar, com prova documental, que cumpriu o dever legal de conservação previsto no art. 1.348, V, do Código Civil. ### Qual a versão vigente da NBR 5674? A NBR 5674:2024, que substituiu a versão de 2012. Muito material na internet ainda cita a versão antiga como atual. Ao contratar consultorias ou ferramentas, verifique se o processo está atualizado para a revisão de 2024 e articulado com a NBR 14037 (manual da edificação), a NBR 16747 (inspeção predial) e a NBR 17170 (garantias). ### Quem pode elaborar o plano de manutenção predial? O ponto de partida é o manual de uso, operação e manutenção entregue pela construtora, que já contém as atividades e periodicidades da edificação. A gestão do plano pode ser conduzida pelo síndico com apoio de uma plataforma estruturada conforme a NBR 5674. Atividades específicas, porém, exigem profissional habilitado ou empresa especializada com emissão de ART, como laudos de SPDA, testes de estanqueidade de gás e inspeções estruturais. Em edificações antigas ou sem documentação, recomenda-se uma inspeção predial (NBR 16747) por engenheiro ou arquiteto habilitado para estabelecer a linha de base. ### Qual a diferença entre plano de manutenção e sistema de manutenção? O plano é o documento: a lista de atividades e periodicidades. O sistema é o processo completo que faz o plano acontecer, com execução, registros, responsáveis, orçamento e relatórios rodando em ciclo contínuo. Um plano sem sistema vira documento de gaveta; é o sistema que gera histórico e prova. ### O síndico pode ser responsabilizado por falta de manutenção? Sim. O síndico pode ser responsabilizado civilmente e, em casos graves, até criminalmente por danos decorrentes de omissão na conservação das partes comuns, dever expresso no art. 1.348, V, do Código Civil. A defesa do síndico diligente é documental: demonstrar que existia um programa de manutenção, que ele era executado e que há registros. É exatamente isso que um sistema de manutenção estruturado conforme a NBR 5674 produz como rotina. Em situações concretas de responsabilização, vale sempre buscar orientação jurídica especializada. ### Quanto tempo leva para implantar um sistema de manutenção num condomínio? Com uma plataforma que já traz o plano estruturado conforme a NBR 5674, a implantação inicial — inventário, ajuste do plano, cadastro de responsáveis e primeiras atividades — costuma se resolver em poucas semanas, sem parar a rotina do condomínio. O sistema amadurece nos meses seguintes, à medida que o histórico se acumula. O que mais atrasa implantações não é a ferramenta: é adiar o começo. ## Comece pelo plano do seu condomínio A distância entre o condomínio que você administra hoje e um sistema de manutenção estruturado conforme a NBR 5674:2024 é menor do que parece. O plano, as periodicidades, os alertas, os registros e os relatórios já existem prontos para configurar; falta ligar tudo isso à realidade da sua edificação. - **Prefere conversar agora?** [Chame nossa equipe no WhatsApp](https://wa.me/5548936182406?text=Ol%C3%A1%21%20Li%20o%20guia%20sobre%20sistema%20de%20manuten%C3%A7%C3%A3o%20predial%20e%20quero%20saber%20como%20funciona%20para%20o%20meu%20condom%C3%ADnio.) e tire suas dúvidas em minutos. - **Prefere ver funcionando?** [Agende uma demonstração de 45 minutos](/agendar/) e veja o plano de manutenção do seu condomínio montado na tela, com as periodicidades e os relatórios que a NBR 5674 exige. --- # Plano de manutenção do condomínio: como montar do zero (com modelo pronto) URL canônica: https://easyalert.com.br/blog/plano-de-manutencao-condominio/ Autor: Fernando Zomer (Engenheiro Civil) Publicado em: 2026-09-07 Quase todo síndico sabe que precisa de um plano de manutenção. O que quase ninguém explica é o que exatamente esse plano **é**, em termos de documento: quantas colunas tem, de onde sai cada informação, quem assina, com que frequência muda e o que fazer quando você assume um prédio que nunca teve nenhum. Este guia trata o plano como o que ele é na prática: uma tabela viva, com um item por linha, que você monta uma vez e revisa todo ano. Não é sobre por que fazer manutenção preventiva (isso está no [guia de manutenção preventiva em condomínio](/blog/manutencao-preventiva-condominio/)), nem sobre o que a norma exige (isso está no [guia completo da NBR 5674](/blog/nbr-5674-guia-completo/)). É sobre sentar e montar o documento. No fim tem uma [planilha modelo gratuita](/downloads/plano-manutencao-predial-easy-alert.xlsx) com 42 itens já preenchidos, que calcula sozinha o vencimento e a situação de cada linha. Você pode usar ela como ponto de partida e pular direto para o passo 3. ## O que a norma pede que o plano tenha A ABNT NBR 5674:2024 não manda usar um formato específico. Ela define o resultado esperado: a edificação precisa ter um programa de manutenção que diga, para cada sistema, **o que fazer, com que periodicidade, quem é o responsável e como se comprova que foi feito**. Traduzindo para colunas de uma tabela, o mínimo defensável é: | Coluna | Para que serve | |---|---| | Sistema | Elevador, SPDA, reservatório, bomba, fachada, gás | | Atividade | O que se faz, no verbo: "limpar e desinfetar", "inspecionar" | | Periodicidade | Semanal, mensal, semestral, anual | | Referência | De onde saiu esse prazo (norma, lei municipal, manual do fabricante) | | Responsável | Quem executa, com nome ou empresa | | Última execução | Data do que já foi feito | | Próxima execução | Calculada: última mais a periodicidade | | Situação | Em dia, a vencer, vencida | | Evidência | Onde está o laudo, a ART, a nota fiscal, a foto | A coluna **Referência** é a que mais falta nos planos que eu vejo, e é a que salva o síndico. Ela é a diferença entre "achei que era semestral" e "é semestral porque a Portaria X do Corpo de Bombeiros do meu estado diz isso". Em perícia, prazo sem fonte é opinião. ## Passo 1: inventariar o que o prédio tem Esta é a etapa que ninguém pula sem pagar depois. Antes de definir prazo de qualquer coisa, você precisa da lista do que existe na edificação. Parece óbvio e não é. Prédio de vinte anos costuma ter equipamento que ninguém sabe que está lá: um segundo barrilete, uma bomba de incêndio desligada na casa de máquinas, um gerador que não liga desde 2019, um SPDA cujo cabo de descida alguém cortou numa reforma de fachada. **Como fazer o levantamento na prática:** Reserve meia manhã e ande no prédio com o zelador, de cima para baixo, com o celular na mão. Cobertura, casa de máquinas, barrilete, reservatório superior, prumadas, hall, subsolo, cisterna, casa de bombas, medidores, central de gás, portaria, área de lazer. Fotografe placa de identificação de todo equipamento: marca, modelo, número de série, ano. Depois procure a documentação. Nesta ordem, porque é a ordem em que costuma existir: 1. **Manual do proprietário e das áreas comuns**, se o prédio tem menos de dez anos. É a fonte mais rica e a construtora era obrigada a entregar (veja o [guia do manual do proprietário](/blog/manual-do-proprietario-nbr-14037/)). 2. **Contratos vigentes** com prestadoras. Contrato de elevador diz a periodicidade contratada. Contrato de dedetização, de limpeza de caixa d'água, de extintores, idem. 3. **Pasta do AVCB** no corpo de bombeiros. Ela lista os sistemas de combate a incêndio que o prédio declarou ter. 4. **Prestação de contas dos últimos 24 meses**. Toda manutenção que já aconteceu deixou rastro financeiro. Passar o olho no razão contábil revela serviços recorrentes que ninguém documentou em lugar nenhum. Esse último truque resolve o caso mais comum, que é assumir um prédio sem histórico. Você não precisa adivinhar o que era feito: o dinheiro que saiu conta. **Se o prédio não tem manual e não tem histórico**, comece pela [planilha modelo](/downloads/plano-manutencao-predial-easy-alert.xlsx) e apague as linhas dos sistemas que o prédio não tem. É mais rápido e mais seguro do que montar do zero, porque a chance de esquecer um sistema inteiro cai muito. ## Passo 2: definir a periodicidade de cada item Com a lista pronta, cada linha ganha um prazo. As fontes de prazo, em ordem de força: **Lei e norma específica primeiro.** Elevador tem manutenção mensal por norma e por legislação municipal na maioria das capitais. Limpeza e desinfecção de reservatório é semestral em praticamente todo o país, por legislação sanitária. Climatização coletiva acima de 60.000 BTU/h exige PMOC pela Lei 13.589/2018. AVCB e extintores seguem prazo do Corpo de Bombeiros do seu estado, que **varia**. **Manual do fabricante depois.** Para equipamento (bomba, gerador, portão, pressurizador), o manual manda. Além de ser o prazo tecnicamente correto, seguir o manual é o que preserva a garantia. **A norma como piso, por último.** Para o que não tem lei nem manual, a NBR 5674 e as tabelas de referência dão a periodicidade esperada. A tabela consolidada por sistema está no post de [periodicidade das manutenções preventivas](/blog/periodicidade-manutencoes-preventivas/). Uma regra prática que evita retrabalho: **quando duas fontes divergem, use a mais curta e anote as duas na coluna Referência.** Se o manual do fabricante diz semestral e a lei municipal diz trimestral, o item é trimestral. Custa um pouco mais e elimina a discussão. ## Passo 3: dizer quem executa cada item Aqui o plano deixa de ser uma lista de boas intenções e vira uma atribuição de responsabilidade. Cada linha precisa de um nome. Na prática existem três tipos de responsável, e a diferença entre eles importa juridicamente: **Equipe própria (zelador, manutenção interna).** Serve para rotina de inspeção visual e verificação simples: nível de reservatório, teste de acionamento de bomba, ronda de luminária de emergência, verificação de vazamento aparente. Não serve para nada que exija habilitação. **Empresa contratada com responsabilidade técnica.** Elevador, SPDA, sistema de incêndio, instalação elétrica, gás, estrutura e fachada exigem profissional habilitado, e o serviço deve gerar **ART ou RRT** (Anotação ou Registro de Responsabilidade Técnica). Sem esse documento, do ponto de vista de uma perícia, o serviço tecnicamente não tem responsável. **Profissional autônomo habilitado.** Funciona, desde que a ART venha junto. O erro comum é contratar barato sem ART e descobrir na hora errada que não há a quem responsabilizar. Um detalhe que vale dinheiro: **na coluna Responsável, escreva a empresa e o número do contrato, não só "manutenção".** Quando o contrato vence ou a empresa troca, o plano mostra na hora quais linhas ficaram órfãs. ## Passo 4: transformar a lista em calendário Uma lista de 42 itens com periodicidades diferentes não é executável do jeito que está. Ela precisa virar calendário, e é aqui que se decide se o plano vai ser cumprido ou vai virar enfeite. **Distribua a carga.** Se você simplesmente somar os itens, vai descobrir que janeiro tem trinta vencimentos e abril tem dois. Isso acontece porque as pessoas tendem a colocar tudo o que é anual em janeiro. Espalhe: os anuais podem cair em meses diferentes sem prejuízo nenhum. **Respeite a sazonalidade.** Inspeção de fachada e de cobertura rende muito mais antes do período de chuva da sua região, não durante. Limpeza de calha idem. Manutenção de sistema de climatização faz mais sentido antes do verão. **Junte o que compartilha acesso.** Se para inspecionar o barrilete alguém já vai montar acesso à cobertura, aproveite e faça a inspeção de cobertura, do SPDA e da caixa d'água na mesma janela. Uma mobilização, três itens resolvidos. **Deixe folga em dezembro e janeiro.** Prestador some, morador viaja, assembleia não acontece. Planejar entrega para essa janela é planejar atraso. Na planilha modelo, a coluna **Próxima execução** faz essa conta sozinha: você preenche a data da última vez e ela soma a periodicidade em dias. A coluna **Situação** muda de "Em dia" para "A vencer" e depois "Vencida" conforme a data chega. ## Passo 5: colocar preço no plano Plano sem orçamento não passa em assembleia. E orçamento de manutenção tem uma característica que atrapalha: a maior parte do custo é previsível, mas ele não é uniforme ao longo do ano. Monte assim: **Custo recorrente contratado.** Some os contratos mensais vigentes: elevador, dedetização, jardinagem, limpeza de reservatório, monitoramento. Isso é a base e não costuma surpreender. **Custo periódico não contratado.** Os itens semestrais e anuais que se contrata avulso: inspeção de fachada, recarga de extintor, laudo de SPDA, limpeza de calha, manutenção de portão. Some o total anual e divida por doze, para virar uma provisão mensal em vez de um susto. **Reserva para corretiva.** Nenhum plano elimina a corretiva. Uma provisão saudável costuma ficar entre 10% e 20% do custo preventivo anual, dependendo da idade do prédio. Prédio novo em garantia precisa de menos; prédio de trinta anos precisa de mais. O argumento que funciona em assembleia não é técnico, é aritmético: **manutenção preventiva é a única despesa do condomínio cujo valor você escolhe.** Corretiva de emergência você paga o que o mercado cobrar, no dia em que o elevador parar, sem cotação e sem poder de barganha. A comparação detalhada está no post de [preventiva versus corretiva](/blog/manutencao-preventiva-vs-corretiva/). ## Passo 6: aprovar e comunicar O plano não precisa de aprovação em assembleia para existir: manter a edificação é dever do síndico pelo art. 1.348 do Código Civil, e ele responde por isso de qualquer forma. O que precisa de aprovação é **o dinheiro**, quando o plano exige despesa acima do orçamento aprovado ou uso do fundo de reserva. Leve à assembleia três documentos, não um: 1. O plano em si, resumido por sistema, não item a item. Ninguém lê 42 linhas em assembleia. 2. O custo anual, quebrado em mensal. 3. A lista do que está **vencido hoje**, com quanto tempo de atraso. Este é o que faz a sala prestar atenção. Registre em ata a aprovação e o valor. Ata é a prova de que o condomínio foi informado do risco e decidiu, e ela protege o síndico tanto quanto protege o condomínio. ## Passo 7: registrar a execução e guardar a evidência Este é o passo em que a maioria dos planos morre. O plano é montado, é aprovado, os serviços até acontecem, e ninguém guarda o comprovante. Dois anos depois, quando alguém pergunta, a resposta é "foi feito, mas não sei onde está o papel", que em perícia equivale a não ter sido feito. Para cada execução, guarde: - **Data** da execução, não da nota fiscal - **Quem executou**, empresa e responsável técnico - **ART ou RRT**, quando o serviço exige - **Laudo ou relatório**, quando o serviço gera um - **Nota fiscal** - **Fotos** do antes e do depois, para serviço que não gera laudo A aba **Registro de execuções** da planilha modelo tem exatamente essas colunas, com 200 linhas prontas. O ponto não é a planilha em si: é ter um lugar único onde a evidência vive, em vez de espalhada entre o WhatsApp do zelador, o e-mail da administradora e uma pasta na portaria. ## Passo 8: revisar o plano uma vez por ano Plano de manutenção não é documento definitivo. Ele muda quando: - **Um equipamento novo entra.** Portão automatizado, câmera, gerador, playground. Equipamento novo, linha nova. - **Uma reforma altera a edificação.** Obra em área comum precisa seguir a [NBR 16280](/blog/nbr-16280-reformas-condominio/) e frequentemente cria ou elimina itens de manutenção. - **A legislação muda.** Prazo de AVCB e exigência de inspeção predial mudam por lei municipal com alguma frequência. - **A garantia da construtora vence.** Enquanto o prédio está em garantia, parte da manutenção é responsabilidade da construtora, e o plano precisa refletir a transição. Os prazos por sistema estão no [guia de garantias pela NBR 17170](/blog/garantias-construtora-nbr-17170/). - **Um item se mostra mal dimensionado.** Se um sistema falhou entre duas preventivas, a periodicidade estava errada. Encurte. Uma revisão anual, feita junto com o orçamento do ano seguinte, resolve. Coloque no calendário. ## Os cinco erros mais comuns **Copiar o plano de outro prédio sem adaptar.** Cada edificação tem sistemas diferentes. Plano copiado tem linha de equipamento que não existe e falta linha do que existe. **Prazo sem fonte.** Já falamos, e vale repetir porque é o que mais dói em perícia. Preencha a coluna Referência. **Confundir o plano com o checklist.** O plano diz o que fazer e quando. O [checklist](/blog/checklist-manutencao-predial-sindicos/) é o que o técnico usa na hora de executar. São documentos diferentes e complementares. **Deixar a coluna Responsável em branco.** Item sem dono não é executado. "O condomínio" não é um responsável. **Guardar só a nota fiscal.** Nota fiscal prova que foi pago, não que foi feito nem que foi feito por quem podia. Laudo e ART são o que provam. ## O modelo pronto A [planilha de plano de manutenção](/downloads/plano-manutencao-predial-easy-alert.xlsx) é gratuita, não pede cadastro e abre em Excel, LibreOffice ou Google Planilhas. Ela tem: - **Plano de manutenção**: 42 itens por sistema, com periodicidade, referência normativa, vencimento calculado e situação automática - **Registro de execuções**: 200 linhas para o histórico, com custo e campo de evidência - **Resumo**: contagem automática de quantos itens estão em dia, a vencer e vencidos Use ela como está no primeiro ano. Ela resolve bem até o ponto em que o volume cresce: quando são vários prédios, ou quando o problema deixa de ser montar o plano e passa a ser **lembrar de olhar a planilha**. Planilha não avisa ninguém. É para isso que existe a Easy Alert, que hoje acompanha mais de 330 mil manutenções em cerca de 2.700 edificações: o plano vira alerta no WhatsApp antes do vencimento, para o síndico e para quem executa, e a evidência fica anexada à manutenção correspondente. Se quiser ver como fica com os dados do seu prédio, [agende uma demonstração](/agendar/). ## Perguntas frequentes sobre plano de manutenção de condomínio **O que é um plano de manutenção de condomínio?** É o documento que organiza todas as manutenções da edificação em uma tabela, com um item por linha, informando o sistema, a atividade, a periodicidade, a fonte do prazo, o responsável pela execução, a data da última e da próxima execução e onde está arquivada a evidência. A NBR 5674:2024 exige que a edificação tenha esse programa, mas não impõe formato: planilha atende, desde que contenha essas informações e seja mantida atualizada. **Quem é responsável por montar o plano de manutenção?** A responsabilidade pela gestão é do síndico, pelo art. 1.348 do Código Civil, e não se delega. A elaboração técnica pode ser feita por engenheiro ou empresa especializada, e em prédios novos boa parte já vem pronta no manual das áreas comuns entregue pela construtora. Mas garantir que o plano exista, esteja atualizado e seja cumprido é do síndico, mesmo quando a execução está terceirizada. **Plano de manutenção precisa ser aprovado em assembleia?** O plano em si não, porque manter a edificação é dever legal do síndico independentemente de aprovação. O que precisa de aprovação é a despesa, quando ela ultrapassa o orçamento vigente ou exige uso do fundo de reserva. Levar o plano e o custo anual à assembleia é recomendável de qualquer forma, porque registra em ata que o condomínio foi informado. **Com que frequência o plano de manutenção deve ser revisado?** Uma revisão anual, feita junto com o orçamento do ano seguinte, atende à maioria dos condomínios. Fora do ciclo anual, o plano deve ser atualizado sempre que um equipamento novo entrar, uma reforma alterar a edificação, a legislação local mudar, a garantia da construtora vencer ou algum sistema falhar entre duas preventivas, o que indica periodicidade mal dimensionada. **Como montar o plano de um prédio antigo, sem manual e sem histórico?** Comece pelo inventário físico, andando no prédio com o zelador e fotografando a placa de cada equipamento. Depois recupere o histórico pelo rastro financeiro: a prestação de contas dos últimos 24 meses mostra quais serviços recorrentes já aconteciam, mesmo sem documentação técnica. Contratos vigentes e a pasta do AVCB completam a lista. A partir daí, use um modelo pronto e apague as linhas dos sistemas que o prédio não tem, o que reduz muito o risco de esquecer um sistema inteiro. **Qual a diferença entre plano de manutenção e checklist de manutenção?** O plano é o documento de gestão: define o que fazer, quando, com que frequência e sob responsabilidade de quem, ao longo do ano. O checklist é o instrumento de execução: a lista de verificação que o técnico usa no momento de fazer o serviço, item por item. O plano responde "o que está vencendo este mês"; o checklist responde "o que eu confiro nesta inspeção". --- # Manutenção preventiva em condomínio: o guia completo do síndico URL canônica: https://easyalert.com.br/blog/manutencao-preventiva-condominio/ Autor: Iago Sartor (Engenheiro Civil (UNESC)) Publicado em: 2026-09-04 Existe um momento previsível na vida de todo síndico: o dia em que alguma coisa para. O elevador trava com morador dentro, a bomba de recalque queima numa sexta à noite, uma pastilha da fachada cai no estacionamento. E aí vem a pergunta que ninguém quer responder em assembleia — **quando foi a última manutenção disso?** Manutenção preventiva em condomínio é, no fundo, a resposta pronta para essa pergunta. Não é uma boa prática de gestão: é uma obrigação legal do síndico, tem norma técnica própria (a **ABNT NBR 5674:2024**), tem impacto direto no seguro e na garantia da construtora, e é o primeiro documento que um perito pede quando alguém se machuca. Este guia mostra como sair do "a gente sempre fez" e chegar a uma rotina que se comprova: o que a norma e a lei exigem, quais sistemas concentram o risco, quem pode executar cada serviço, quanto isso pesa no orçamento, como aprovar em assembleia e — a parte que quase todo condomínio erra — como guardar a evidência de que foi feito. ## O que é manutenção preventiva em condomínio Manutenção preventiva é o conjunto de intervenções **programadas por tempo ou por uso**, executadas antes de a falha acontecer, com o objetivo de manter os sistemas da edificação em condição de operação e segurança ao longo da vida útil de projeto. A NBR 5674:2024 trabalha com três tipos de manutenção, e a confusão entre eles explica boa parte dos orçamentos estourados: - **Preventiva** — programada, com data marcada e periodicidade definida (limpeza semestral do reservatório, manutenção mensal do elevador, inspeção anual da fachada). É a única que se planeja e se orça com precisão. - **Corretiva** — executada depois da falha, para recuperar a condição de uso. Não se agenda: se paga o preço que o mercado cobrar naquele dia. - **Preditiva** (ou de rotina/inspeção, dependendo do recorte) — acompanha o comportamento do sistema para antecipar a falha: termografia de quadro elétrico, análise de vibração de bomba, medição de resistência de aterramento. Um condomínio saudável não é o que nunca tem corretiva — é o que tem **pouca corretiva emergencial**, porque a preventiva pegou o problema quando ele ainda era barato. A diferença de custo entre um e outro é o assunto do nosso post sobre [manutenção preventiva vs corretiva](/blog/manutencao-preventiva-vs-corretiva/); aqui o foco é a rotina que produz esse resultado. ## Manutenção preventiva é obrigação do síndico — por cinco caminhos diferentes A pergunta "manutenção preventiva é obrigatória?" costuma receber uma resposta ruim: "as normas da ABNT são voluntárias". Tecnicamente verdade, praticamente irrelevante. A obrigação chega ao condomínio por cinco portas — e basta uma delas estar aberta. **1. Código Civil, art. 1.348, V.** Compete ao síndico "diligenciar a conservação e a guarda das partes comuns". Conservação não é um estado de espírito: é rotina executada e comprovada. É esse o dispositivo citado em praticamente toda ação em que se discute omissão do síndico. **2. Código Civil, art. 937.** O dono do edifício responde pelos danos resultantes de sua ruína, quando ela vier de **falta de reparos cuja necessidade fosse manifesta**. É a base da responsabilização civil por desplacamento de fachada, queda de forro, colapso de guarda-corpo. "Manifesta" é exatamente o que um laudo de inspeção arquivado — e não atendido — demonstra. **3. Seguro obrigatório da edificação (art. 1.346 e art. 1.348, IX).** O seguro contra incêndio ou destruição é obrigatório, e a apólice sempre traz cláusulas de conservação. Sinistro em sistema sem manutenção comprovada é a hipótese clássica de negativa ou redução de indenização. O que a seguradora pede na regulação não é o contrato do prestador: é o registro da execução. **4. NBR 5674:2024.** A norma estabelece os requisitos do **sistema de gestão de manutenção** da edificação em uso. Ela se torna exigível por contrato, por lei municipal de inspeção predial, por apólice e, no litígio, como o parâmetro técnico que define o que era esperado de um gestor diligente. Vale reforçar: a versão vigente é a de **2024** (terceira edição, publicada em 23 de janeiro de 2024), que cancelou e substituiu a NBR 5674:2012. Material que ainda apresenta a edição de 2012 como atual está desatualizado — e é muito material. O detalhamento está no [guia completo da NBR 5674](/blog/nbr-5674-guia-completo/). **5. Garantia da construtora.** Em prédio novo, manutenção não realizada é o argumento número um para negar garantia. Os prazos e as condições estão na NBR 17170 e no manual da edificação (NBR 14037) — e a exclusão por falta de manutenção é expressa. Veja o que isso significa na prática em [garantias da construtora](/blog/garantias-construtora-nbr-17170/) e no [manual do proprietário](/blog/manual-do-proprietario-nbr-14037/). Somando: a manutenção preventiva não protege só o prédio. Protege o síndico, o orçamento e o direito do condomínio de cobrar de terceiros. ## Os seis blocos que concentram o risco Um condomínio típico tem dezenas de itens no plano, mas o risco não é distribuído por igual. Seis blocos concentram quase todo o potencial de acidente grave, interdição e prejuízo relevante. Se o condomínio só conseguir organizar uma parte, comece por estes. ### 1. Transporte vertical (elevadores) O sistema com maior potencial de dano à vida e o único que o morador percebe em minutos. A manutenção preventiva é **mensal, por empresa habilitada**, com instruções de manutenção conforme a NBR 16083 e o manual do fabricante. Muitos municípios exigem, além disso, relatório periódico de inspeção — verifique a legislação local, porque ela varia bastante. O erro comum: tratar o contrato de manutenção como prova. O contrato prova que foi contratado, não que foi executado. A evidência é o **relatório mensal de visita assinado**, arquivado mês a mês. ### 2. Água potável: reservatórios e bombas Limpeza e desinfecção dos reservatórios com periodicidade **semestral** é a referência consolidada, exigida por códigos sanitários estaduais e municipais, acompanhada de laudo de potabilidade. As bombas (recalque, pressurização) pedem inspeção mensal, rodízio de conjunto e verificação de vedação e ruído. O erro comum: limpar o reservatório e não guardar o laudo. Sem laudo com data, uma notificação da vigilância sanitária não tem como ser respondida. ### 3. Sistemas de combate a incêndio Extintores (inspeção visual periódica e recarga conforme validade), hidrantes e mangueiras (inspeção anual, teste hidrostático no prazo), iluminação de emergência (teste mensal de autonomia), alarme e detecção (teste mensal), portas corta-fogo e rotas de fuga desobstruídas. Sobre tudo isso corre o **AVCB/CLCB**, com prazo de renovação definido pelo Corpo de Bombeiros de cada estado. O erro comum: deixar o AVCB vencer e descobrir na renovação que meia dúzia de itens do projeto foi alterada ao longo dos anos — o que transforma uma renovação em obra. ### 4. Elétrica e SPDA Inspeção de quadros e reaperto de conexões, medição de aterramento e inspeção do SPDA conforme a NBR 5419, teste do gerador com carga (mensal), verificação de disjuntores e DR. Em prédios com subestação própria, entra manutenção específica com profissional habilitado e a documentação de segurança em instalações elétricas. O erro comum: reforma que aumenta carga (carregadores de veículo elétrico são o caso do momento) sem revisão do quadro e do projeto elétrico. ### 5. Envoltória: fachada, cobertura e impermeabilização Inspeção anual de revestimentos, rejuntes, vedações de esquadria, ACM e elementos fixados na fachada; limpeza de calhas e inspeção de telhado antes do período de chuvas; verificação de impermeabilização de coberturas, jardineiras e áreas molhadas. O erro comum: tratar infiltração como problema estético e só agir quando aparece mancha em unidade privativa — quando o dano já migrou para a estrutura e para a conta de terceiros. ### 6. Gás e climatização Inspeção da tubulação de gás, ventilação permanente dos ambientes e teste de estanqueidade conforme a periodicidade da concessionária e das normas aplicáveis. Onde houver ar-condicionado central ou de uso coletivo, o **PMOC** (Plano de Manutenção, Operação e Controle) é exigência da Lei 13.589/2018, com responsável técnico identificado. Para a lista completa item a item, com todas as periodicidades de referência, use a [tabela de periodicidade das manutenções preventivas](/blog/periodicidade-manutencoes-preventivas/) e o [checklist de manutenção predial](/blog/checklist-manutencao-predial-sindicos/), que tem versão em PDF e planilha para baixar. ## Como montar a rotina de preventiva em cinco passos A maioria dos condomínios não falha por não saber o que fazer. Falha na travessia entre saber e ter rotina. Estes cinco passos são a travessia. ### Passo 1 — Inventariar os sistemas que existem de fato Não copie o plano de outro prédio. Percorra a edificação e liste o que ela tem: quantos elevadores e de qual fabricante, quantos reservatórios e a capacidade, quantas bombas, se tem gerador, SPDA, piscina, playground, portão automático, subestação, gás central, ar-condicionado coletivo. Some a isso o **manual de uso, operação e manutenção** entregue pela construtora (NBR 14037), que traz as periodicidades do próprio fabricante — e é o documento que ninguém encontra na primeira tentativa. O inventário é o que separa um plano real de um plano genérico. Prédio sem SPDA não precisa de laudo de SPDA; prédio com fachada em ACM precisa de inspeção que a maioria dos modelos prontos nem menciona. ### Passo 2 — Definir a periodicidade de cada item Para cada item do inventário, a periodicidade vem, nesta ordem: **legislação local** (a mais restritiva sempre vence), **manual do fabricante**, **norma técnica específica** do sistema e, por fim, o Anexo A da NBR 5674:2024, que traz um modelo informativo de programa por periodicidade. Anote a fonte ao lado da periodicidade — quando alguém questionar por que a limpeza é semestral e não anual, a resposta precisa estar escrita. ### Passo 3 — Nomear um responsável por item Todo item precisa de um nome. Itens de ronda (leitura de hidrômetro, teste de iluminação de emergência, inspeção visual de extintor) costumam ser do zelador ou da equipe de manutenção. Itens técnicos são de empresa contratada ou profissional habilitado. Item sem responsável nominal é item que não acontece — e "o síndico" não é resposta: o síndico responde pela **gestão**, e a gestão é garantir que aconteça, cobrar prazo e arquivar a prova. ### Passo 4 — Transformar o plano em calendário e em orçamento Duas saídas do mesmo documento. O **calendário** distribui as execuções pelos doze meses, evitando a concentração clássica de novembro e dezembro. O **orçamento** transforma o plano em previsão financeira aprovada — que é, aliás, exigência expressa da NBR 5674:2024: não basta ter o programa, é preciso ter os recursos previstos. Fazer os dois juntos revela o que o plano isolado esconde. É neste passo que se descobre que o teste hidrostático das mangueiras cai no mesmo exercício da lavação de fachada, e que dá para escalonar. ### Passo 5 — Definir a evidência de cada execução Para cada item, defina antes o que comprova: relatório assinado, laudo, ART/RRT, nota fiscal, foto com data, checklist preenchido. Depois defina onde isso fica arquivado e por quanto tempo. Esse é o passo que quase todos pulam — e é o único que importa quando a pergunta vem de fora. Um critério simples: **se a evidência não sobrevive à troca de síndico, ela não existe.** Pasta no computador do zelador, grupo de WhatsApp e e-mail pessoal do síndico anterior são as três formas mais comuns de perder dois anos de histórico numa eleição. ## Quem pode executar cada serviço Nem toda manutenção preventiva exige engenheiro, e nem toda pode ser feita pelo zelador. A NBR 5674 organiza os serviços por complexidade, e a divisão prática é esta: | Tipo de serviço | Quem executa | O que fica arquivado | |---|---|---| | Ronda e inspeção visual (extintor, iluminação de emergência, vazamentos aparentes, limpeza de calha) | Equipe própria / zelador, com orientação | Checklist preenchido com data e foto | | Manutenção de sistemas com norma específica (elevador, gerador, bombas, alarme, portão) | Empresa especializada e habilitada | Relatório de visita assinado + nota fiscal | | Serviços com responsabilidade técnica (SPDA, subestação, estrutura, fachada, impermeabilização, PMOC, laudo de estanqueidade) | Profissional habilitado com **ART/RRT** | Laudo + ART/RRT registrada + fotos | | Inspeção predial geral | Equipe multidisciplinar, conforme a norma de inspeção predial e a lei municipal | Laudo de inspeção com plano de ação | Duas observações que evitam problema: **exija a ART/RRT** nos serviços que a pedem — sem ela, o laudo não tem responsável técnico e vale pouco em perícia; e desconfie de contrato de "manutenção completa" que não discrimina itens e periodicidades, porque na hora de comprovar o que foi feito não existe nada para apresentar. ## Quanto custa — e como aprovar em assembleia A conversa sobre dinheiro é onde a preventiva morre na maioria dos condomínios. Três pontos resolvem quase tudo. **A preventiva rotineira é despesa ordinária.** Manutenção programada e recorrente entra no custeio mensal, não no fundo de reserva. O fundo, conforme a convenção do condomínio (o percentual mais comum fica entre 5% e 10% da cota), destina-se a despesas extraordinárias e imprevistas — e usá-lo para pagar rotina é justamente o que deixa o condomínio descoberto quando a emergência real chega. Confira sempre a redação da convenção, que é a norma que prevalece nesse ponto. **O orçamento se monta de baixo para cima, item por item.** Pegue o plano do Passo 4, cote cada item, distribua pelos meses e apresente o total anual. Isso muda a natureza da discussão: em vez de defender "aumentar a taxa", o síndico apresenta uma lista de serviços com preço, e a assembleia decide o que quer contratar sabendo o que está dispensando. É uma conversa muito melhor de conduzir. **Leve o comparativo do que não foi feito.** A forma mais eficaz de aprovar preventiva é mostrar corretiva. Não com estatística genérica: com o histórico do próprio prédio. Quanto custou a última emergência, quanto tempo o sistema ficou parado, quantos chamados de morador gerou. O condomínio que tem esse histórico registrado aprova orçamento; o que não tem, discute na base da opinião. Um detalhe que costuma passar: registre a deliberação em ata, inclusive quando a assembleia **rejeita** um item do plano. A ata que documenta a recusa de um serviço tecnicamente recomendado é a proteção do síndico se aquele item virar sinistro depois. ## Os primeiros 90 dias de um síndico novo Quem acabou de assumir não precisa do plano perfeito. Precisa parar de acumular passivo. Uma sequência que funciona: **Dias 1 a 30 — inventário e vencimentos.** Levante os sistemas, localize o manual da edificação, reúna os contratos vigentes e monte uma única lista com os vencimentos críticos: AVCB, laudo de SPDA, teste hidrostático, seguro da edificação, limpeza de reservatório, inspeção de fachada. Descobrir o que está vencido é mais urgente que planejar o ano. **Dias 31 a 60 — regularizar o vencido e organizar a prova.** Contrate o que está vencido, começando pelos seis blocos de risco. Em paralelo, crie o arquivo único da edificação — digital, com acesso do condomínio e não de uma pessoa — e comece a jogar ali todo laudo, relatório e nota fiscal que aparecer. **Dias 61 a 90 — plano, calendário e orçamento.** Com o inventário na mão e o passivo resolvido, monte o programa de manutenção com periodicidades e responsáveis, distribua no calendário anual e leve a previsão orçamentária para aprovação. A partir daí, a gestão deixa de ser reativa. ## Sete erros que fazem a preventiva não valer nada 1. **Contrato no lugar de execução.** Ter empresa contratada não é ter manutenção feita. O que vale é o relatório de cada visita. 2. **Fazer e não registrar.** A manutenção sem evidência não protege o síndico, não preserva a garantia e não responde à seguradora. Do ponto de vista de quem cobra, ela não aconteceu. 3. **Depender do prestador para lembrar do prazo.** O controle do vencimento tem que ser do condomínio. Prestador avisa quando lhe convém — e o vencido é sempre do condomínio, nunca dele. 4. **Copiar plano de outro prédio.** Sem inventário próprio, o plano cobre o que o prédio não tem e ignora o que ele tem. 5. **Concentrar tudo no fim do ano.** Além do aperto de caixa, cria fila de prestador e execução apressada em novembro e dezembro. 6. **Guardar a documentação com uma pessoa.** Troca de síndico ou de administradora e o histórico evapora. O arquivo é da edificação. 7. **Apagar a reprovação depois do conserto.** O histórico da falha é parte do prontuário do prédio — e é ele que sustenta uma reclamação de garantia ou uma cobrança de prestador. ## Como a Easy Alert transforma o plano em rotina Os cinco passos deste guia cabem numa planilha. O que a planilha não faz é a parte que falha: **avisar antes do vencimento, guardar a evidência vinculada à execução e sobreviver à troca de síndico.** Na [Easy Alert](/software-de-manutencao-predial/), o plano da edificação é montado com os sistemas reais do prédio e as periodicidades corretas. Antes de cada vencimento, o alerta sai por e-mail e WhatsApp para o responsável do item. A execução é registrada com foto, laudo e anexo, presos àquela manutenção e àquela data. O relatório em PDF sai pronto para a assembleia, com previsto x realizado. E os moradores acompanham o que está em dia por QR code — o que costuma desarmar boa parte da cobrança no grupo do condomínio antes que ela vire pauta. Até julho de 2026, são **mais de 2.500 edificações atendidas**, **300 mil+ manutenções gerenciadas**, em **23 estados** e **138 cidades** brasileiras. ## Perguntas frequentes sobre manutenção preventiva em condomínio **O que é manutenção preventiva em condomínio?** É o conjunto de intervenções programadas por tempo ou por uso, executadas antes da falha, para manter os sistemas da edificação em condição de operação e segurança. Inclui desde a ronda semanal do zelador até a inspeção anual da fachada, sempre com periodicidade definida, responsável nomeado e registro da execução. **Manutenção preventiva em condomínio é obrigatória?** Sim, por vários caminhos. O art. 1.348, V do Código Civil impõe ao síndico o dever de diligenciar a conservação das partes comuns; o art. 937 responsabiliza pela ruína decorrente de falta de reparos manifestos; a apólice de seguro exige conservação; leis municipais de inspeção predial e a NBR 5674:2024 definem o padrão técnico esperado. As normas ABNT são formalmente voluntárias, mas são o parâmetro usado para avaliar diligência em perícia e em juízo. **Quais são as manutenções obrigatórias em um condomínio?** Varia com o que a edificação tem, mas o núcleo é: elevadores (mensal, empresa habilitada), reservatórios de água (limpeza e desinfecção semestral com laudo), sistemas de combate a incêndio e AVCB (prazos do Corpo de Bombeiros estadual), SPDA e instalações elétricas, fachada e cobertura (inspeção anual), gás e, onde houver climatização coletiva, o PMOC exigido pela Lei 13.589/2018. A legislação municipal pode acrescentar itens e encurtar prazos. **De quem é a responsabilidade pela manutenção preventiva no condomínio?** A execução pode ser delegada ao zelador, à administradora ou a empresas contratadas. A **gestão** é do síndico e não se delega: garantir que aconteça no prazo, exigir a documentação e arquivar a evidência. Em caso de dano, é a essa responsabilidade de gestão que se responde — mesmo com terceiro contratado. **Qual a diferença entre manutenção preventiva e corretiva?** A preventiva é programada e acontece antes da falha, com custo previsível e prestador cotado com calma. A corretiva acontece depois da falha, sob urgência, e carrega o custo do serviço, do dano colateral e da indisponibilidade do sistema. Detalhamos os cenários e a diferença de custo em [manutenção preventiva vs corretiva](/blog/manutencao-preventiva-vs-corretiva/). **A manutenção preventiva pode ser paga com o fundo de reserva?** Como regra, não. Manutenção programada e recorrente é despesa ordinária e entra no custeio mensal. O fundo de reserva destina-se a despesas extraordinárias e imprevistas, nos termos da convenção do condomínio — que é o documento a consultar, porque a redação varia. Usar o fundo para custear rotina deixa o condomínio sem cobertura para a emergência de verdade. **Precisa aprovar o plano de manutenção em assembleia?** O plano é um documento técnico de gestão, mas a **previsão orçamentária** que o sustenta precisa ser aprovada — e a NBR 5674:2024 exige que os recursos estejam previstos. Na prática, leva-se o plano com o orçamento anual, item a item, e registra-se em ata o que foi aprovado e o que foi recusado. **Quem pode fazer a manutenção preventiva? Precisa de ART?** Depende do serviço. Ronda e inspeção visual podem ser feitas pela equipe própria. Sistemas com norma específica exigem empresa habilitada. Serviços com responsabilidade técnica — SPDA, subestação, estrutura, fachada, impermeabilização, PMOC, estanqueidade de gás — exigem profissional habilitado com **ART ou RRT** registrada. Sem ART, o laudo fica sem responsável técnico identificado e perde valor probatório. **Com que frequência fazer manutenção preventiva no condomínio?** Cada item tem a sua periodicidade, de semanal a plurianual. A ordem de consulta é: legislação municipal, manual do fabricante, norma técnica do sistema e o Anexo A da NBR 5674:2024. A [tabela de periodicidades](/blog/periodicidade-manutencoes-preventivas/) reúne as referências dos sistemas mais críticos. **O que acontece se o condomínio não fizer manutenção preventiva?** Em ordem de gravidade: risco de acidente com pessoas; responsabilização civil do condomínio e do síndico (art. 937 do Código Civil); negativa ou redução de indenização pela seguradora; perda da garantia da construtora em prédio novo; autuação e interdição por órgãos locais; e o custo da corretiva emergencial, que é o mais visível e o menos grave da lista. **Condomínio pequeno também precisa de plano de manutenção?** Precisa. A NBR 5674 se aplica a qualquer edificação em uso, e o dever de conservação do síndico independe do número de unidades. O que muda é o tamanho do plano: um prédio pequeno pode ter vinte itens em vez de sessenta, mas continua tendo reservatório, quadro elétrico, extintor e fachada — e continua respondendo por eles. --- **Quer o plano de manutenção preventiva do seu condomínio funcionando sozinho, com alerta antes do vencimento e evidência arquivada?** [Fale com a gente no WhatsApp](https://wa.me/5548936182406?text=Ol%C3%A1!%20Li%20o%20guia%20de%20manuten%C3%A7%C3%A3o%20preventiva%20em%20condom%C3%ADnio%20e%20quero%20ver%20como%20montar%20o%20plano%20no%20sistema.) — ou [agende uma demonstração](/agendar/) e veja o plano do seu prédio montado ao vivo, com os sistemas, as periodicidades, os responsáveis e os alertas configurados. --- # Checklist de manutenção predial: guia completo, PDF e planilha URL canônica: https://easyalert.com.br/blog/checklist-manutencao-predial-sindicos/ Autor: Fernando Zomer (Engenheiro Civil) Publicado em: 2026-07-29 · Atualizado em: 2026-08-13 Todo síndico já ouviu a frase "isso a gente sempre fez". O problema aparece quando alguém pede a prova: em que data foi feito, por quem, com qual laudo. É aí que a maioria dos condomínios descobre que não tinha um checklist de manutenção predial — tinha uma memória coletiva, que muda de dono a cada eleição. Este guia entrega o checklist completo, item por item, organizado por periodicidade e ancorado na **ABNT NBR 5674:2024**, a norma que estabelece os requisitos do sistema de gestão de manutenção de edificações. Você vai encontrar aqui o que a norma exige, os 42 itens que compõem a rotina de um condomínio típico, como transformar a lista em rotina que não depende de ninguém lembrar, e os erros que fazem um checklist bem-intencionado não valer nada em uma perícia. > **Baixe os dois materiais deste guia (gratuitos, sem cadastro):** > · [**Checklist de manutenção predial em PDF**](/downloads/checklist-manutencao-predial-easy-alert.pdf) — 2 páginas, pronto para imprimir e afixar na sala do zelador. > · [**Planilha de plano de manutenção em Excel (.xlsx)**](/downloads/plano-manutencao-predial-easy-alert.xlsx) — 42 itens com cálculo automático de próximo vencimento, situação (em dia / vence em 30 dias / vencida), registro de execuções e resumo para assembleia. ## O que é um checklist de manutenção predial (e o que ele não é) Um checklist de manutenção predial é a **lista de verificação dos sistemas da edificação**, organizada por frequência, com um responsável e um registro para cada item. Ele responde três perguntas em uma linha: o que precisa ser verificado, de quanto em quanto tempo, e como se comprova que foi feito. O que ele **não** é: o programa de manutenção. Essa é a confusão mais cara do assunto. A NBR 5674:2024 exige da edificação um **sistema de gestão de manutenção** — com programa por sistema, planejamento anual, previsão orçamentária aprovada em assembleia, fluxo de documentação escrito e registros recuperáveis. O checklist é a ponta operacional disso: a folha que o zelador percorre. Um condomínio pode ter um checklist impecável e ainda assim descumprir a norma, se não houver orçamento previsto, documentação organizada e evidência arquivada. A distinção importa na prática. Quando o síndico é questionado — em assembleia, por uma seguradora, pela construtora em uma reclamação de garantia ou por um perito —, ninguém pergunta se existia uma lista. Perguntam **quando** cada item foi executado e **onde está o comprovante**. Checklist sem data e sem evidência é intenção, não gestão. Se você ainda não estruturou o programa, comece pelo [guia completo da NBR 5674](/blog/nbr-5674-guia-completo/) e volte aqui para a parte operacional. ## O que a NBR 5674:2024 diz sobre checklists A versão vigente da norma é a **NBR 5674:2024**, terceira edição, publicada em 23 de janeiro de 2024, que cancelou e substituiu a NBR 5674:2012. Conteúdo que ainda apresenta a edição de 2012 como atual está desatualizado — e isso inclui boa parte dos modelos de checklist que circulam na internet. Três pontos da norma moldam diretamente o formato do checklist: **1. O Anexo A traz um modelo de programa de manutenção preventiva por periodicidade.** É informativo e não exaustivo: um ponto de partida para adaptar, não uma lista fechada para copiar. O checklist deste guia foi montado cruzando esse anexo com as normas específicas de cada sistema e com a prática de campo. **2. O Anexo C traz modelos de checklists de verificação** para sistemas críticos, como bombas e centrais de alarme. A norma reconhece o checklist como instrumento legítimo de verificação — desde que ele gere registro. **3. A Seção 7 exige registros legíveis, disponíveis e prontamente recuperáveis.** A documentação mínima inclui o programa, o planejamento com previsto x efetivo, contratos e propostas, relatórios de inspeção e os registros de execução (laudos, ART, termos de garantia, notas fiscais, fotos). Na versão 2024, o **fluxo dessa documentação deve ser escrito e aprovado, com deliberação em ata**, e todo o arquivo deve ser formalmente entregue ao síndico sucessor. Há ainda uma novidade da edição de 2024 que muda o peso do checklist em prédios novos: a norma passou a exigir que as diretrizes de manutenção atendam à **NBR 17170:2022**, com as garantias vinculadas à execução correta dos programas de manutenção. Em edificação recente, deixar de executar (ou de registrar) um item do checklist é uma das causas mais comuns de [perda de garantia da construtora](/blog/garantias-construtora-nbr-17170/). ## Antes de montar o checklist: o inventário dos sistemas Pular esta etapa é o motivo número um de checklist genérico. Antes de definir periodicidades, é preciso saber **o que a sua edificação tem**. Prédio sem gerador não precisa de linha de gerador; prédio com pressurização de escada e sem ela no checklist tem um buraco de segurança. Cinco fontes montam esse inventário: 1. **Manual de uso, operação e manutenção** entregue pela construtora, previsto na [NBR 14037](/blog/manual-do-proprietario-nbr-14037/). É o documento mais completo e o mais esquecido na gaveta da administração. 2. **Projetos e as-built** (elétrico, hidráulico, incêndio, SPDA), que revelam sistemas que ninguém lembra que existem. 3. **Processo do AVCB/CLCB** no Corpo de Bombeiros, que lista todo o sistema de combate a incêndio da edificação. 4. **Contratos vigentes** com elevadores, dedetizadora, limpeza de reservatórios, portaria remota, jardinagem. 5. **Uma ronda física com o zelador**, do subsolo à cobertura, anotando cada equipamento com placa, marca e modelo. Em edificações antigas, sem manual, a ronda vira o documento principal. Não é ideal, mas a norma é clara: edificações existentes antes da sua vigência **devem adequar ou criar seus programas de manutenção**. Prédio de 40 anos não está dispensado — está atrasado. ## Os seis campos que todo item de checklist precisa ter Um item que não tem estes seis campos não sobrevive a uma auditoria: | Campo | Por que é obrigatório | |---|---| | **Sistema / equipamento** | Identifica o ativo (e permite histórico por equipamento, não só por data) | | **Atividade** | O verbo. "Verificar bomba" não é atividade; "testar funcionamento com carga e rodízio no painel" é | | **Periodicidade** | Define o vencimento e permite calcular a próxima execução | | **Responsável** | Zelador, prestador contratado, engenheiro. "O condomínio" não é responsável | | **Evidência** | Laudo, ART, nota fiscal, certificado ou foto — o que comprova a execução | | **Data de execução** | O único campo que transforma lista em histórico | A regra prática: **só marque o item quando a evidência estiver arquivada**. Se o zelador testou a bomba e não anotou, o item continua em aberto. Parece rigoroso, mas é exatamente esse rigor que sustenta a defesa do síndico depois. ## O checklist completo de manutenção predial por periodicidade Os 42 itens abaixo cobrem a rotina de um condomínio residencial ou comercial típico. Adapte à sua edificação: retire o que não existe, acrescente o que for específico (piscina aquecida, subestação própria, cogeração, heliponto). > **Atenção às periodicidades.** Elas são de referência. O que vale para a sua edificação é o conjunto manual da construtora + normas específicas de cada sistema + legislação do seu município. Publicamos também uma [tabela de periodicidades por sistema](/blog/periodicidade-manutencoes-preventivas/) com esses cruzamentos. ### Semanal e quinzenal — a ronda do zelador | Sistema | Atividade | Frequência | |---|---|---| | Reservatórios de água | Verificação de nível, boias e vedação das tampas | Semanal | | Gerador | Nível de óleo e combustível, teste de partida | Semanal | | Piscina | Análise da água (pH e cloro) e limpeza | Semanal | | Áreas comuns | Ronda visual: vazamentos, lâmpadas, fissuras novas, portas | Semanal | | Bombas (água, incêndio, esgoto) | Alternância/rodízio no painel e verificação de ruído | Quinzenal | | Iluminação de emergência | Teste de funcionamento por amostragem | Quinzenal | Esta é a camada mais barata e mais negligenciada do checklist: não custa contrato, custa cinco minutos de rotina. É também a que mais evita chamado de emergência — vazamento identificado na ronda semanal é reparo; vazamento identificado pelo morador do último andar é infiltração. ### Mensal — o núcleo do checklist | Sistema | Atividade | Referência | |---|---|---| | Elevadores | Manutenção preventiva por empresa especializada, com relatório arquivado | NBR 16083 / contrato | | Bombas (água, incêndio, esgoto) | Teste de funcionamento com carga e rodízio | NBR 5674:2024 (Anexo C) | | Gerador | Teste de funcionamento com carga | Manual do fabricante | | Iluminação de emergência | Teste completo do sistema e autonomia | NBR 10898 | | Extintores | Inspeção visual: lacre, manômetro, validade e acesso desobstruído | NBR 12962 | | Alarme e detecção de incêndio | Teste da central, acionadores e sirenes | NBR 17240 | | Pressurização de escada | Teste de funcionamento do sistema de ventilação | NBR 14880 | | Portões automáticos | Teste de segurança/antiesmagamento e lubrificação | Manual do fabricante | | Águas pluviais | Limpeza de ralos, grelhas e calhas | NBR 5674:2024 (Anexo A) | | Consumo de água e energia | Leitura e comparação com o mês anterior | Indicador gerencial | | Documentação | Conferência dos vencimentos do mês seguinte e arquivamento de laudos | NBR 5674:2024 (seção 7) | Dois itens desta lista costumam surpreender. O **consumo de água** é o detector de vazamento oculto mais barato que existe: uma variação de 20% sem mudança de ocupação é vazamento até prova em contrário. E a **conferência de documentação** é o item que faz o checklist se autoalimentar — é nele que o síndico descobre, em julho, que o AVCB vence em setembro. ### Trimestral | Sistema | Atividade | Referência | |---|---|---| | Portas corta-fogo | Lubrificação, teste de abertura/fechamento e molas | NBR 11742 | | Caixas de gordura e esgoto | Limpeza geral (ajustar à realidade de uso) | NBR 5674:2024 (Anexo A) | | Playground e academia | Inspeção de fixações, desgaste, ferrugem e piso amortecedor | NBR 16071 | | Interfone, CFTV e controle de acesso | Teste de imagem, áudio e prazo de gravação | Contrato do prestador | | Quadros elétricos | Inspeção visual: aquecimento, odor, disjuntores desarmados, sinalização | NBR 5410 | | Hidrantes e mangueiras | Inspeção de abrigos, esguichos, chaves e desobstrução | NBR 13714 | Detalhe que aparece em toda perícia de incêndio: **porta corta-fogo escorada com extintor ou balde não é porta corta-fogo**. A inspeção trimestral verifica o fechamento automático, não só a existência da porta. ### Semestral | Sistema | Atividade | Referência | |---|---|---| | Reservatórios de água | Limpeza e desinfecção com laudo da empresa executante | Legislação sanitária local | | Cobertura, calhas e rufos | Inspeção de telhas, rufos e vedações antes do período de chuvas | NBR 5674:2024 (Anexo A) | | Controle de pragas | Dedetização e desratização com certificado | Vigilância sanitária local | | Instalações de gás | Teste de estanqueidade das áreas comuns por empresa habilitada | NBR 15526 | | Grupo motobomba de incêndio | Teste de pressão e vazão do sistema | NBR 13714 | A limpeza de reservatórios é o item de maior consequência sanitária e o mais fácil de comprovar: existe laudo, com data e responsável. Não aceite execução sem laudo — sem ele, o serviço foi pago e não foi documentado. ### Anual | Sistema | Atividade | Referência | |---|---|---| | SPDA (para-raios) | Inspeção e medição ôhmica com laudo e ART | NBR 5419 | | Extintores | Manutenção/recarga conforme o vencimento de cada unidade | NBR 12962 | | Mangueiras de incêndio | Ensaio hidrostático conforme a IT do Corpo de Bombeiros do estado | NBR 12779 | | Quadros elétricos | Reaperto de conexões por profissional habilitado, com registro | NBR 5410 | | Estrutura (lajes, vigas, pilares) | Verificação de integridade por empresa especializada | NBR 5674:2024 (Anexo A) | | Impermeabilização | Verificação de integridade e sinais de infiltração | NBR 9575 | | Rejuntamentos e vedações | Verificação e reconstituição de juntas e selantes | NBR 5674:2024 (Anexo A) | | Fachada | Inspeção de revestimentos, vedações e painéis ACM | NBR 5674:2024 (Anexo A) | | Elevadores | Relatório de inspeção anual (RIA), onde a legislação local exige | Legislação municipal | | AVCB / CLCB | Acompanhamento do prazo e processo de renovação | Corpo de Bombeiros do estado | | Programa de manutenção | Revisão do programa e previsão orçamentária do ano seguinte, em ata | NBR 5674:2024 (seção 5) | O último item é o que separa gestão de improviso. A norma exige planejamento anual **com previsão de recursos financeiros**, incluindo reserva para manutenção corretiva e margem para erro de estimativa. Fundo de reserva genérico não cumpre esse requisito: a previsão é por atividade, aprovada em assembleia e comparada depois com o realizado. ### Plurianual | Sistema | Atividade | Referência | |---|---|---| | Esquadrias e elementos de madeira/ferro | Tratamento, pintura ou verniz | A cada 2 anos | | Fachada | Lavagem e verificação geral (ou conforme laudo e lei local) | A cada 3 anos | | Edificação | Inspeção predial por profissional habilitado, com laudo | 1 a 5 anos, conforme lei local | Atenção ao último: **inspeção predial não é a mesma coisa que manutenção**. A NBR 16747 trata da avaliação periódica do estado da edificação por profissional habilitado, com laudo. Ela verifica, entre outras coisas, se o programa de manutenção da NBR 5674 existe e vem sendo cumprido. Um número crescente de municípios já a exige por lei, com prazo variável conforme a idade do prédio. ## Como aplicar o checklist sem virar refém do papel O checklist impresso resolve a memória. Ele não resolve prazo, evidência nem transição de mandato. Três regras transformam a lista em rotina: **1. Toda tarefa tem dono e prazo.** "A gente vê isso" não é gestão. O item precisa nomear quem executa — zelador, empresa contratada, engenheiro — e a data-limite. **2. Toda execução gera evidência no mesmo dia.** Foto, laudo, ART ou nota fiscal anexada ao registro. Evidência que "está no e-mail de alguém" não é evidência recuperável, e a NBR 5674:2024 pede exatamente recuperabilidade. **3. Todo vencimento avisa antes.** Se o lembrete depende de alguém lembrar, não é lembrete. Vencimento tem que chegar sozinho, com antecedência suficiente para cotar e contratar. Na prática, a rotina mensal do síndico cabe em cerca de 20 minutos: percorrer os itens vencidos e a vencer nos próximos 30 dias, cobrar o que está atrasado, conferir se as execuções do mês anterior geraram evidência arquivada e registrar o que reprovou. Item reprovado não é falha do checklist — é o checklist funcionando. O que ele exige é um destino: virar chamado, orçamento ou pauta de assembleia, com prazo. ## Os sete erros que fazem um checklist reprovar em perícia 1. **Copiar um modelo genérico sem inventário.** Checklist com itens que a edificação não tem e sem os que ela tem é pior que nenhum: cria a sensação de controle. 2. **Marcar por lote, no fim do mês.** Trinta itens assinados no mesmo dia, com a mesma caneta, não convencem ninguém — nem perito, nem seguradora. 3. **Não guardar a evidência.** É o erro mais comum e o mais caro. Manutenção feita e não registrada, na prática, não comprova nada. 4. **Ignorar a legislação municipal.** Periodicidade de inspeção predial, renovação de AVCB e limpeza de reservatórios variam por cidade e estado. A norma é o piso, não o teto. 5. **Confundir contrato com execução.** Ter contrato de manutenção de elevador não prova que a preventiva de março aconteceu. O que prova é o relatório de março, arquivado. 6. **Deixar o histórico morrer na troca de síndico.** A NBR 5674:2024 exige entrega formal de toda a documentação ao sucessor. Pasta perdida é descumprimento duplo: não é recuperável nem transferível. 7. **Não levar o resultado à assembleia.** O percentual do plano executado no prazo e a proporção entre preventiva e corretiva são indicadores que a norma recomenda acompanhar — e são também a melhor defesa do síndico quando alguém questiona o gasto com manutenção. ## Baixe o checklist e a planilha Os dois materiais são gratuitos, não pedem cadastro e podem ser adaptados livremente ao seu condomínio: **[Checklist de manutenção predial em PDF](/downloads/checklist-manutencao-predial-easy-alert.pdf)** — os 42 itens organizados por periodicidade, com campos de identificação da edificação, caixas para marcar, referência normativa de cada item e espaço para assinatura do síndico e do zelador. Duas páginas, feito para imprimir e afixar. **[Planilha de plano de manutenção em Excel](/downloads/plano-manutencao-predial-easy-alert.xlsx)** — quatro abas: - **Plano de manutenção**: os 42 itens com sistema, atividade, periodicidade, referência, responsável e data da última execução. As colunas *Próxima execução* e *Situação* se calculam sozinhas, com destaque colorido para vencida, vence em 30 dias, em dia e nunca registrada. - **Registro de execuções**: histórico com data, prestador, custo e evidência arquivada. - **Resumo**: quantos itens estão em cada situação, o percentual do plano em dia e o gasto acumulado — os números que a assembleia pede. - **Leia-me**: como adaptar o modelo e quais são os limites dele. A planilha funciona no Excel e no Google Sheets. ## Quando a planilha para de dar conta Ser honesto sobre o limite do material que a gente mesmo distribui: a planilha organiza o plano, mas não executa a rotina. Ela **não avisa** quando um vencimento chega, **não guarda** a foto e o laudo vinculados a cada execução, **não gera** o previsto x realizado para a assembleia sem trabalho manual e, principalmente, **não sobrevive bem à troca de síndico** — costuma ficar no computador de alguém, em uma versão que ninguém sabe se é a última. É exatamente nesses quatro pontos que os condomínios reprovam quando o assunto vira perícia: execução no prazo e evidência recuperável. Na [Easy Alert](/software-de-manutencao-predial/), esse mesmo checklist vira o plano de manutenções da edificação: cada item entra com a sua periodicidade, o alerta chega por e-mail e WhatsApp antes do vencimento, a execução é registrada com foto e anexo, e o relatório em PDF sai pronto para a assembleia. Os moradores acompanham por QR code — transparência que desarma a cobrança no grupo do condomínio. Até julho de 2026, são **mais de 2.500 edificações atendidas**, **300 mil+ manutenções gerenciadas**, em **23 estados** e **138 cidades** brasileiras. ## Perguntas frequentes sobre checklist de manutenção predial **O que deve conter um checklist de manutenção predial?** No mínimo seis campos por item: sistema/equipamento, atividade a executar, periodicidade, responsável, evidência exigida e data de execução. Sem responsável e sem evidência, a lista não comprova nada. O conteúdo dos itens sai do inventário dos sistemas da edificação, cruzado com o manual da construtora (NBR 14037), as normas específicas de cada sistema e a legislação municipal. **Qual a diferença entre checklist e plano de manutenção?** O checklist é a lista de verificação operacional — o que conferir e com que frequência. O plano (ou programa) de manutenção é a exigência da NBR 5674:2024: inclui o checklist, mas também planejamento anual, previsão orçamentária aprovada em assembleia, fluxo de documentação escrito e registros recuperáveis. Todo plano contém checklists; nem todo checklist configura um plano. **Checklist de manutenção predial é obrigatório?** As normas ABNT são tecnicamente voluntárias, mas a NBR 5674 se torna exigível por vários caminhos: leis municipais de inspeção predial, contratos, apólices de seguro e decisões judiciais. Em perícia, ela é o parâmetro técnico usado para avaliar se o síndico cumpriu o dever de conservação previsto no art. 1.348 do Código Civil. Na prática, o condomínio que não tem programa e registros assume o ônus de provar diligência sem documento. **Quem preenche o checklist no condomínio?** A execução dos itens de ronda costuma ser do zelador ou da equipe de manutenção; os itens técnicos são de empresas contratadas e profissionais habilitados. A responsabilidade pela gestão — garantir que aconteça, cobrar prazo e guardar a evidência — é do síndico, que pode delegar a execução, mas não o [dever de conservação](/blog/responsabilidade-sindico-manutencao/). **Com que frequência o checklist deve ser revisado?** Os itens são verificados na periodicidade de cada um. O checklist como documento deve ser revisado ao menos uma vez por ano, junto com a previsão orçamentária do exercício seguinte — e sempre que a edificação mudar (novo equipamento, reforma relevante, mudança de uso). **Dá para usar planilha de Excel para controlar a manutenção predial?** Dá, e é melhor do que não ter nada — por isso disponibilizamos a nossa. A planilha resolve organização e cálculo de vencimento. O que ela não resolve: aviso automático antes do prazo, evidência vinculada a cada execução, relatório pronto para assembleia e continuidade na troca de síndico. Condomínio pequeno e estável convive bem com planilha; a partir de algumas dezenas de itens e mais de um prédio, o controle manual começa a falhar justamente nos itens que a perícia olha. **O que fazer quando um item do checklist reprova?** Registrar a reprovação com foto e data, abrir um chamado com prazo e responsável, e acompanhar até a conclusão com evidência. Se houver custo relevante, o item vira orçamento e pauta de assembleia — com a deliberação registrada em ata, como a norma pede. O erro é apagar a reprovação depois do conserto: o histórico da falha é parte do prontuário da edificação. **Este checklist serve para prédio comercial e industrial?** A estrutura sim — a NBR 5674 se aplica a qualquer edificação em uso. O conteúdo muda: prédios comerciais e industriais costumam ter climatização central (com PMOC obrigatório), subestação própria, sistemas de exaustão e cargas específicas que exigem itens adicionais no inventário. --- **Quer esse checklist funcionando sozinho, com alerta antes do vencimento e evidência arquivada?** [Fale com a gente no WhatsApp](https://wa.me/5548936182406?text=Ol%C3%A1!%20Baixei%20o%20checklist%20de%20manuten%C3%A7%C3%A3o%20predial%20no%20blog%20e%20quero%20ver%20como%20fica%20no%20sistema.) — ou [agende uma demonstração](/agendar/) e veja o plano do seu condomínio montado ao vivo, com os sistemas, as periodicidades e os alertas configurados. --- # Easy Alert ultrapassa 1.400 condomínios e 300 mil manutenções gerenciadas URL canônica: https://easyalert.com.br/blog/easy-alert-1400-condominios/ Autor: Fernando Zomer (Engenheiro Civil) Publicado em: 2026-07-29 A Easy Alert chegou a **1.418 condomínios ativos** na plataforma, segundo dados de produção de julho de 2026. São **303.704 manutenções gerenciadas** desde 2021 — das quais mais de 85 mil já concluídas com registro e evidência — em **138 cidades** de **23 estados brasileiros**. ## Os números de julho de 2026 - **1.418** condomínios atendidos - **224** empresas ativas (síndicos profissionais, administradoras e construtoras) - **303.704** manutenções gerenciadas na plataforma - **85.456** manutenções concluídas e documentadas - **138** cidades em **23** estados - **80%** de crescimento em 2025 Estes números são extraídos diretamente do banco de dados de produção e atualizados periodicamente na página [Easy Alert em números](/numeros/). ## De Criciúma para o Brasil Fundada em agosto de 2021 por engenheiros — entre eles Iago Sartor (CEO) e Fernando Zomer (CFO) — no CRIO, o Centro de Inovação de Criciúma (SC), a Easy Alert nasceu para acabar com a gestão de manutenção feita em planilha e memória. No caminho, a startup foi selecionada pelo **Programa Inova** (entre mais de 900 inscritas), pelo **Acelera Startup SC** da Fapesc/Sebrae e participou do **Startup Summit** como expositora pelo Programa 1K do Sebrae Startups. [Conheça a trajetória completa](/sobre/). ## O que vem por aí O roadmap segue guiado pelo que síndicos e construtoras pedem: mais automação nos alertas, mais transparência para moradores e uma entrega pós-obra cada vez mais completa para construtoras — incluindo gestão de garantias conforme a [NBR 17170](/blog/garantias-construtora-nbr-17170/). Quer ver a plataforma por dentro? [Agende uma demonstração](/agendar/). --- # Garantias da construtora: prazos da NBR 17170 e como o condomínio não as perde URL canônica: https://easyalert.com.br/blog/garantias-construtora-nbr-17170/ Autor: Iago Sartor (Engenheiro Civil (UNESC)) Publicado em: 2026-07-29 Prédio novo tem garantia — mas ela não é incondicional. A **NBR 17170 — Garantias para edificações** organiza os prazos por sistema, e o Código Civil dá o pano de fundo (garantia quinquenal de solidez e segurança, art. 618). O detalhe que quase ninguém lê: **a garantia depende da manutenção em dia**. ## Prazos de garantia de referência por sistema | Sistema | Prazo de garantia típico | |---|---| | Solidez e segurança estrutural | 5 anos (Código Civil) | | Impermeabilização | 5 anos | | Instalações hidráulicas e elétricas (embutidas) | 5 anos | | Esquadrias de alumínio/PVC | 3 a 5 anos | | Revestimentos de fachada | 5 anos | | Pintura interna/externa | 2 a 3 anos | | Equipamentos (bombas, portões, interfone) | 1 ano + garantia do fabricante | | Vidros, ferragens e acabamentos aparentes | 1 ano | > Os prazos exatos variam conforme o manual de garantias entregue pela construtora — ele é o documento de referência do empreendimento. ## Como o condomínio perde a garantia (sem perceber) - **Não executar as manutenções do manual** — a causa nº 1. Se o manual pede limpeza de calhas semestral e a infiltração veio de calha entupida, a garantia caiu; - **Não registrar as manutenções feitas** — fez, mas não documentou? Para a perícia, não fez; - **Reformas sem controle** — obra de morador que altera instalações pode anular garantias do sistema afetado (veja a [NBR 16280](/blog/nbr-16280-reformas-condominio/)); - **Deixar o prazo passar sem vistoria** — sistemas com garantia curta (pintura, equipamentos) precisam de inspeção antes do vencimento. ## Para construtoras: o pós-obra é reputação Do lado da construtora, garantia mal gerida vira retrabalho, ação judicial e desgaste de marca. As construtoras que entregam com a [Easy Alert](/para-construtoras/) ativam o plano de manutenções do condomínio no dia da entrega — e cada solicitação de garantia fica registrada com evidências e prazos. Resultado: menos chamados indevidos e uma régua clara entre o que é garantia e o que é falta de manutenção. ## Para síndicos: assuma o prédio com o manual na mão Ao assumir um prédio novo, peça: manual das áreas comuns (NBR 14037), manual de garantias e projeto as built. Monte imediatamente o programa de manutenção — os primeiros 12 meses concentram vencimentos de garantia importantes. A Easy Alert estrutura isso em dias, não meses: [agende uma demonstração](/agendar/) e veja como funciona a entrega técnica digital. --- # Manual do proprietário e das áreas comuns (NBR 14037): o mapa do prédio URL canônica: https://easyalert.com.br/blog/manual-do-proprietario-nbr-14037/ Autor: Iago Sartor (Engenheiro Civil (UNESC)) Publicado em: 2026-07-29 Todo prédio entregue no Brasil deveria vir com um "manual de instruções": o **manual de uso, operação e manutenção**, definido pela **NBR 14037**. Ele é a base do programa de manutenção, o guardião das garantias e — na prática — um documento que muitos condomínios nem sabem onde está. ## O que o manual deve conter - Descrição dos **sistemas construtivos** e seus componentes; - **Prazos de garantia** por sistema (a tabela que alimenta a [NBR 17170](/blog/garantias-construtora-nbr-17170/)); - **Manutenções obrigatórias com periodicidades** — o embrião do programa da NBR 5674; - Fornecedores, projetos e especificações técnicas; - Orientações de uso e limites (cargas, modificações proibidas, etc.). ## Por que ele importa tanto 1. **É a régua da garantia.** A construtora só responde pela garantia se o condomínio cumpriu as manutenções previstas no manual — com registro; 2. **É o ponto de partida do plano de manutenção.** Quem monta o programa da NBR 5674 sem o manual está reconstruindo informação que já existia; 3. **É requisito da entrega.** A NBR 14037 integra o conjunto de normas de desempenho; a ausência ou precariedade do manual pesa contra a construtora em disputa judicial. ## Meu condomínio não tem manual. E agora? Acontece muito em prédios mais antigos (ou entregas descuidadas). O caminho: 1. **Formalize o pedido à construtora/incorporadora** — se o prédio tem menos de 5 anos, insista: é obrigação dela; 2. Sem resposta (ou prédio antigo): monte o **inventário de sistemas** com um profissional e derive as periodicidades das normas de cada sistema; 3. Registre tudo daqui pra frente — o histórico que você começa hoje é o "manual vivo" de amanhã. ## Construtoras: o manual em PDF morre na gaveta A entrega tradicional — um PDF de 200 páginas num pen drive — protege pouco e ajuda menos. Na [Easy Alert para construtoras](/para-construtoras/), o manual vira **plano de manutenções ativo**: as periodicidades já entram agendadas com alertas, as garantias ficam organizadas por sistema e cada solicitação do condomínio tramita com evidência. Síndico ou construtora, o primeiro passo é o mesmo: [agende uma demonstração](/agendar/) e veja o manual do seu prédio ganhando vida. --- # Manutenção preventiva vs corretiva: quanto custa esquecer URL canônica: https://easyalert.com.br/blog/manutencao-preventiva-vs-corretiva/ Autor: Fernando Zomer (Engenheiro Civil) Publicado em: 2026-07-29 Todo condomínio paga por manutenção. A diferença é **quando** e **quanto**: quem previne paga o serviço planejado; quem espera quebrar paga o serviço de emergência, o dano colateral e o desgaste com os moradores. ## A conta que ninguém faz A manutenção corretiva emergencial costuma custar **até 5 vezes mais** que a preventiva equivalente. Não é só o preço do conserto: - **Urgência custa caro** — prestador chamado às pressas cobra taxa de emergência e o condomínio não tem tempo de cotar; - **A falha se espalha** — a bomba que queimou por falta de rodízio pode levar junto o quadro elétrico; a calha entupida vira infiltração na cobertura e depois nos apartamentos; - **Dano a terceiros** — infiltração em unidade privativa, carro atingido pelo portão, acidente em playground: o condomínio (e o síndico) responde; - **Perda de garantia** — em prédios novos, manutenção não realizada é o argumento nº 1 das construtoras para negar garantia. ## Três cenários reais **O elevador.** Preventiva mensal contratada: custo previsível. Sem ela: parada súbita, resgate de passageiro, peça queimada com sobretaxa de urgência, multa se houver fiscalização municipal — e a assembleia inteira cobrando o síndico. **O reservatório.** Limpeza semestral: barata e agendável. Sem ela: contaminação da água, interdição pela vigilância sanitária, caminhão-pipa emergencial e risco à saúde dos moradores. **A fachada.** Inspeção anual + vedações em dia: manutenção de rotina. Sem ela: infiltração estrutural, desplacamento de revestimento (risco à vida e responsabilidade civil), e uma obra de recuperação que custa dezenas de vezes a prevenção. ## Por que os condomínios ainda esquecem Não é má vontade — é método. A gestão que depende de memória, planilha e caderno falha porque: 1. Ninguém é avisado **antes** do vencimento; 2. A troca de síndico ou zelador leva o histórico embora; 3. Sem calendário único, sistemas "invisíveis" (SPDA, caixa de gordura, iluminação de emergência) só aparecem quando falham. ## O caminho: transformar prevenção em rotina automática É exatamente o que a [Easy Alert](/funcionalidades/) faz: o plano de manutenções da edificação vira um calendário vivo, com **alertas automáticos por e-mail e WhatsApp**, histórico com evidências e relatórios prontos para assembleia. São mais de **1.400 condomínios** usando — e a economia aparece já no primeiro ano. Quer ver a diferença na prática? [Agende uma demonstração gratuita](/agendar/). --- # NBR 16280: como o síndico deve controlar reformas nos apartamentos URL canônica: https://easyalert.com.br/blog/nbr-16280-reformas-condominio/ Autor: Iago Sartor (Engenheiro Civil (UNESC)) Publicado em: 2026-07-29 Morador quebrando parede sem avisar já causou de infiltração a desabamento. A **NBR 16280 — Reforma em edificações** existe para isso: definir como reformas em unidades privativas e áreas comuns devem ser planejadas, autorizadas e documentadas. ## O que a norma exige - **Plano de reforma**: antes de começar, o responsável pela obra apresenta ao condomínio o escopo, os profissionais envolvidos e os impactos previstos; - **Responsável técnico**: reformas que alterem estrutura, instalações ou fachada exigem profissional habilitado com **ART (CREA) ou RRT (CAU)**; - **Autorização do síndico**: nenhuma obra em unidade deveria começar sem análise e registro do condomínio; - **Documentação final**: ao término, a documentação da reforma integra o histórico da edificação. ## O papel (e o risco) do síndico O síndico que libera reforma "no boca a boca" assume risco pessoal: se a obra do 302 causar dano estrutural, a responsabilidade pela omissão de controle pode alcançá-lo. O caminho seguro é procedimento padrão: 1. Morador protocola o **pedido de reforma** com descrição do serviço; 2. Obras com impacto estrutural/instalações → **exigir ART/RRT** e plano de reforma; 3. Síndico **registra a autorização** (ou a negativa fundamentada); 4. Durante a obra: horários, uso de elevador, remoção de entulho definidos por escrito; 5. Ao final: **termo de conclusão** e documentos arquivados no histórico da edificação. ## Reformas em áreas comuns Valem as mesmas regras, com um extra: dependendo da convenção, exigem **aprovação em assembleia**. E atenção ao vínculo com a [NBR 5674](/blog/nbr-5674-guia-completo/): toda intervenção relevante deve atualizar o programa de manutenção — um impermeabilizante novo, por exemplo, cria novos prazos de garantia e manutenção. ## Documentar é o que protege Em perícia, o que não está documentado não existe. O condomínio precisa guardar, por reforma: pedido, plano, ART/RRT, autorização, termo de conclusão e fotos. Guardar em pasta física ou e-mail espalhado é pedir para perder. Na [Easy Alert](/funcionalidades/), o histórico técnico da edificação fica centralizado — manutenções, documentos, laudos e registros de intervenções — acessível em segundos quando o síndico precisar provar diligência. [Conheça a plataforma](/agendar/) usada por mais de 1.400 condomínios. --- # NBR 5674: guia completo da norma de manutenção predial (versão 2024) URL canônica: https://easyalert.com.br/blog/nbr-5674-guia-completo/ Autor: Iago Sartor (Engenheiro Civil (UNESC)) Publicado em: 2026-07-29 A **NBR 5674 — Manutenção de edificações** é a norma da ABNT que estabelece os requisitos para o **sistema de gestão de manutenção** de qualquer edificação: programa de manutenção com periodicidades, registros e evidências, planejamento anual com previsão orçamentária e responsabilidades definidas. É a norma que uma perícia abre primeiro quando quer saber se a gestão de um condomínio foi diligente ou negligente. Um detalhe que boa parte dos conteúdos sobre o tema ainda erra: **a versão vigente é a NBR 5674:2024**, terceira edição, publicada em 23 de janeiro de 2024, que **cancelou e substituiu a NBR 5674:2012**. Se o material que você está consultando cita a edição de 2012 como atual, ele está desatualizado. Este guia cobre a norma na versão vigente: o que ela é, o histórico das revisões, a quem se aplica, o que exige na prática (com tabela de periodicidades por sistema), como implantar em um condomínio existente e o que acontece quando ela é ignorada. ## O que é a NBR 5674 A NBR 5674 ("Manutenção de edificações — Requisitos para o sistema de gestão de manutenção") foi elaborada no Comitê Brasileiro da Construção Civil (ABNT/CB-02), pela Comissão de Estudo de Manutenção de Edificações. Seu escopo é direto: a gestão do sistema de manutenção deve incluir meios para - **preservar as características originais da edificação**; e - **prevenir a perda de desempenho** decorrente da degradação dos seus sistemas, elementos ou componentes. A lógica por trás da norma está na sua introdução: edificações não são produtos descartáveis. Elas são projetadas para uma **vida útil de projeto (VUP)** de décadas, e só a atingem se a manutenção for tratada como um serviço técnico programável, e não como algo "improvisado, esporádico ou casual", nas palavras da própria norma. Um ponto que elimina qualquer dúvida de aplicabilidade: o escopo determina expressamente que **edificações existentes antes da vigência da norma devem adequar ou criar seus programas de manutenção**. Prédio de 40 anos não está dispensado — está atrasado. ### "Sistema de gestão" é mais do que fazer manutenção A norma não trata de como trocar um rolamento de bomba ou recarregar um extintor: disso cuidam as normas e os manuais específicos de cada sistema. A NBR 5674 trata da **gestão**: garantir que exista um programa, que ele seja executado nos prazos, que cada execução gere registro recuperável e que haja dinheiro previsto para isso. É uma norma de processo, com lógica de controle de qualidade e de custo. ## Histórico das revisões: 1999 → 2012 → 2024 A norma tem origem na antiga NB-595 e passou por três edições como NBR 5674: | Edição | Ano | Título / foco | |---|---|---| | 1ª edição | 1999 | "Manutenção de edificações — Procedimento": norma curta, de caráter geral | | 2ª edição | 2012 | Reestruturada como "Requisitos para o sistema de gestão de manutenção": programa de manutenção, documentação, incumbências | | **3ª edição (vigente)** | **2024** | Publicada em 23.01.2024; equivale ao conjunto da versão 2012 + Emenda 1, e **cancela e substitui a NBR 5674:2012** | A revisão de 2024 nasceu do Projeto de Emenda 1, que circulou em Consulta Nacional entre setembro e outubro de 2023 e foi consolidado na terceira edição. ### O que mudou na NBR 5674:2024 A estrutura geral da norma foi mantida, mas a edição de 2024 trouxe atualizações com efeito prático real para síndicos e gestores: - **Vínculo explícito entre manutenção e garantia da construtora.** A norma passou a exigir que as diretrizes de manutenção atendam à **NBR 17170:2022 (Garantias — Prazos recomendados e diretrizes)**, "sendo as garantias vinculadas à execução correta dos programas de manutenção". A introdução reforça: não realizar as atividades previstas no manual da edificação **pode acarretar a perda de garantia**. Em prédio novo, o programa de manutenção deixa de ser burocracia e vira condição de garantia. - **Referências normativas atualizadas.** A versão 2024 referencia a NBR 17170 (que não existia em 2012), a NBR 14037 (manual de uso, operação e manutenção), a série NBR 15575 Partes 1 a 6 (desempenho) e a NBR 9077 (saídas de emergência). - **Fluxo da documentação formalizado.** O condomínio deve dispor de um **fluxo de documentação escrito e aprovado**, e as deliberações sobre esse fluxo devem constar em ata. A norma traz uma figura com as fases: manual → programa de manutenção → registros de contratação (propostas, mapa de cotação, contratos, ordens de serviço) → registros de execução (laudos, ART, termos de garantia) → arquivo. - **Anexos com modelos práticos.** A edição vigente traz anexos informativos com modelo de programa de manutenção preventiva por periodicidade (Anexo A), lista dos principais registros que o condomínio deve manter (Anexo B) e modelos de checklists de verificação, como os de bombas e centrais de alarme (Anexo C). São modelos "não restritivos", para adaptar à realidade de cada edificação. Na prática: quem montou o plano de manutenção com base na versão 2012 deve revisá-lo, principalmente na parte de documentação e na amarração com as garantias da NBR 17170. ## A quem se aplica e quando se torna obrigatória A NBR 5674 se aplica a **qualquer edificação em uso**: condomínios residenciais e comerciais, prédios corporativos, escolas, hospitais, indústrias. Para o síndico, a pergunta que importa é outra: "sou obrigado a cumprir?" Normas ABNT são tecnicamente voluntárias — a própria ABNT diz que seus documentos não substituem leis, decretos ou regulamentos. Mas, na vida real, a NBR 5674 se torna exigível por pelo menos quatro caminhos: 1. **Código Civil, art. 1.348**: compete ao síndico "diligenciar a conservação e a guarda das partes comuns". O parâmetro técnico que o Judiciário costuma usar para avaliar se essa diligência existiu é justamente a NBR 5674. Manutenção sem programa e sem registro tende a ser lida, em juízo, como indício de negligência. 2. **Leis municipais e estaduais de inspeção predial**: diversas cidades exigem vistorias periódicas das edificações. O exemplo mais conhecido é a autovistoria obrigatória do Rio de Janeiro (LC 126/2013), a cada cinco anos. Os laudos dessas inspeções verificam exatamente o que a NBR 5674 manda ter: plano, execução e evidências. 3. **Contratos e seguros**: apólices condominiais e contratos com construtoras costumam condicionar cobertura e garantia à manutenção adequada — e "adequada" remete à norma. 4. **Perícias e ações judiciais**: em caso de acidente (queda de marquise, choque elétrico, incêndio), o perito compara o que o condomínio fez com o que a NBR 5674 exige. Essa distância pode se converter em responsabilidade civil e, havendo vítimas, criminal. ### Como a NBR 5674 conversa com as outras normas A NBR 5674 é o centro de um conjunto de normas que se referenciam mutuamente. Vale entender o papel de cada uma: - **[NBR 14037](/blog/manual-do-proprietario-nbr-14037/) — Manual de uso, operação e manutenção**: o manual entregue pela construtora é o documento de partida do programa de manutenção. A NBR 5674 manda que as inspeções sigam os intervalos definidos nesse manual. - **NBR 16747:2020 — Inspeção predial**: define a inspeção predial feita por profissional habilitado, com análise do estado de conservação. Importante: a inspeção predial da NBR 16747 **não substitui** as inspeções de rotina do programa de manutenção da NBR 5674. Uma é o check-up periódico com laudo; a outra é a rotina contínua de gestão. - **[NBR 17170:2022](/blog/garantias-construtora-nbr-17170/) — Garantias**: define prazos recomendados de garantia dos sistemas construtivos. A NBR 5674:2024 vincula essas garantias à execução correta do programa de manutenção. - **NBR 15575 (Partes 1 a 6) — Desempenho**: define a vida útil de projeto e os níveis de desempenho que a manutenção deve preservar. - **[NBR 16280](/blog/nbr-16280-reformas-condominio/) — Reformas**: quando a manutenção vira obra (ou quando moradores reformam unidades), entra o controle de reformas. ## O que a NBR 5674 exige na prática Aqui está o núcleo da norma, seção por seção, traduzido para o dia a dia de quem gere uma edificação. ### 1. Programa de manutenção O programa de manutenção é a espinha dorsal. Segundo a norma (item 4.3), ele consiste na determinação das atividades essenciais de manutenção, referidas individualmente a cada sistema da edificação, e deve conter no mínimo: - **designação do sistema** (e, quando aplicável, elementos e componentes); - **descrição da atividade** de manutenção; - **periodicidade** de cada atividade, observando projeto e especificações técnicas; - **identificação dos responsáveis** pela execução; - **documentação referencial e formas de comprovação** (o que prova que foi feito); - **modo de verificação** do sistema; e - **custo**. O programa deve considerar a tipologia e a idade da edificação, o regime de uso, o histórico de manutenções, as reclamações dos usuários, o clima local e, ponto frequentemente esquecido, deve ser **atualizado periodicamente**. O plano montado na entrega do prédio não serve igual dez anos depois. ### 2. Os três tipos de manutenção A norma exige que a gestão dê conta, de forma coordenada, de três tipos de manutenção: - **Rotineira** — fluxo constante de serviços padronizados e cíclicos (limpeza geral, lavagem de áreas comuns); - **Corretiva** — serviços que demandam ação imediata para permitir a continuidade do uso ou evitar riscos e prejuízos (bomba queimou, portão travou); - **Preventiva** — serviços programados com antecedência, com base na durabilidade esperada dos sistemas, nos relatórios de inspeção e nas solicitações dos usuários. Um sistema de gestão saudável inverte a proporção típica dos condomínios: mais preventiva planejada, menos corretiva de emergência. Detalhamos essa conta em [manutenção preventiva vs. corretiva](/blog/manutencao-preventiva-vs-corretiva/). ### 3. Quem pode executar cada serviço A norma define três categorias de executores, e exige que o programa especifique qual delas cada serviço requer: - **Equipe de manutenção local**: funcionários do condomínio com orientação e conhecimento de prevenção de riscos (testes de funcionamento, limpezas, verificações visuais); - **Empresa capacitada**: organização ou pessoa capacitada e orientada por profissional habilitado, trabalhando sob responsabilidade dele; - **Empresa especializada**: organização ou profissional com qualificação e competência técnica específicas (elevadores, SPDA, inspeção estrutural, impermeabilização). Colocar o zelador para fazer o que exige empresa especializada não é economia — é passivo jurídico. ### 4. Periodicidades por sistema O Anexo A da NBR 5674:2024 traz um modelo (informativo, não exaustivo) de programa de manutenção preventiva com periodicidades sugeridas. Cruzando esse anexo com as normas específicas e a prática de mercado, estas são as periodicidades de referência dos sistemas mais críticos de um condomínio: | Sistema | Atividade | Periodicidade de referência | |---|---|---| | Elevadores | Manutenção preventiva por empresa especializada | Mensal; relatório de inspeção anual (RIA) onde a legislação exige | | Bombas (água potável, incêndio, esgoto) | Teste de funcionamento e rodízio no painel | Quinzenal a mensal | | Gerador | Verificação de nível de óleo / teste de funcionamento | Semanal / quinzenal | | Iluminação de emergência | Teste de funcionamento | Quinzenal a mensal | | Pressurização de escada | Teste de funcionamento do sistema de ventilação | Mensal | | Automação de portões | Manutenção geral conforme fornecedor | Mensal | | Ralos, grelhas e calhas | Limpeza do sistema de águas pluviais | Mensal (reforçar no período de chuvas) | | Reservatórios de água | Verificação de nível e boias / limpeza e desinfecção | Semanal / semestral | | Porta corta-fogo | Lubrificação e teste de abertura/fechamento | Trimestral | | Caixas de esgoto e gordura | Limpeza geral | Trimestral | | Extintores | Inspeção visual / recarga | Mensal / anual | | SPDA (para-raios) | Inspeção e medição ôhmica | Anual (reduzir intervalo em ambiente corrosivo) | | Estrutura (lajes, vigas, pilares) | Verificação de integridade por empresa especializada | Anual | | Impermeabilização | Verificação de integridade e sinais de infiltração | Anual | | Rejuntamentos e vedações | Verificação e reconstituição | Anual | | Quadros elétricos | Reaperto de conexões | Anual | | Esquadrias e elementos de madeira/ferro | Tratamento, pintura ou verniz | A cada 2 anos | | Fachada | Lavagem e verificação (inspeção quando indicado) | A cada 3 anos, ou conforme laudo e legislação local | | AVCB / CLCB | Renovação junto ao Corpo de Bombeiros | Conforme prazo local (1 a 5 anos) | > **Atenção:** o Anexo A é um modelo para adaptar. O que vale para a sua edificação é o conjunto manual da construtora (NBR 14037) + normas específicas de cada sistema + legislação do seu município. Publicamos uma [tabela de periodicidades mais completa](/blog/periodicidade-manutencoes-preventivas/) com esses cruzamentos. ### 5. Registros, evidências e fluxo da documentação Se o programa é a espinha dorsal, a documentação é o que protege o síndico. A Seção 7 da norma exige registros "legíveis e disponíveis" que provem a implementação do programa, o planejamento, as inspeções e a efetiva realização das manutenções. A documentação mínima inclui: - manual de uso, operação e manutenção (NBR 14037) e manuais dos fornecedores; - o programa de manutenção e o planejamento com **previsto x efetivo** (físico e financeiro); - contratos firmados e propostas técnicas; - relatórios de inspeção; - registros dos serviços realizados (laudos, ARTs, termos de garantia, notas fiscais, fotos); - atas das reuniões que tratarem de manutenção; - documentos de atribuição de responsabilidade técnica. Três exigências da versão 2024 merecem destaque: 1. **O fluxo da documentação deve ser escrito e aprovado**, com deliberações registradas em ata do condomínio. 2. **O arquivo fica sob a guarda do responsável legal** (proprietário ou síndico) e deve ser **prontamente recuperável** quando solicitado por condôminos, construtora ou contratados. 3. **Na troca de síndico, toda a documentação deve ser formalmente entregue ao sucessor.** A "caixa de pastas que ninguém sabe onde está" descumpre a norma duas vezes: não é recuperável e não é transferível. A regra de ouro que resume esta seção: **manutenção feita e não registrada, juridicamente, é quase como não feita.** ### 6. Planejamento anual e previsão orçamentária A Seção 5 exige que as manutenções sejam planejadas anualmente, com sequência racional das atividades, cronograma físico-financeiro e procedimentos de execução referenciados a normas. No dinheiro, a norma é específica: - o sistema de manutenção deve **prever os recursos financeiros** dos serviços futuros; - a previsão deve incluir **reserva para manutenção corretiva** (o imprevisto é previsto); - deve haver margem para erro de estimativa; e - as deliberações sobre realizar ou não cada intervenção devem **constar em ata**, com a relação custo x benefício explícita. Traduzindo: fundo de reserva genérico não é previsão orçamentária de manutenção. A norma pede orçamento por atividade, aprovado em assembleia e comparado depois com o realizado. ### 7. Indicadores gerenciais A norma recomenda que a gestão acompanhe indicadores de eficiência: relação entre custo/tempo estimados e realizados, taxa de retrabalho das intervenções, custo x benefício ao longo do tempo e preservação do valor da edificação. Para condomínios, dois já dizem muito: **% do plano executado no prazo** e **proporção preventiva x corretiva** no gasto anual. ### 8. Incumbências: quem responde pelo quê A Seção 8 distribui as responsabilidades sem ambiguidade: - **Proprietário, síndico ou empresa terceirizada de gestão**: devem atender à norma, às normas técnicas aplicáveis e ao manual da edificação; - **Proprietário/condomínio**: deve fazer cumprir e **prover os recursos** para o programa de manutenção das áreas comuns; - **Construtor/incorporador**: deve entregar o manual de uso, operação e manutenção conforme a NBR 14037; - **Condôminos**: respondem **individualmente** pela manutenção de suas unidades e **solidariamente** pelo conjunto da edificação; - **Empresa ou profissional contratado para a gestão** (quando o síndico delega): responde por assessorar decisões, manter documentos atualizados, implementar as inspeções do programa, elaborar previsões orçamentárias e supervisionar os serviços. Repare no que a delegação **não** faz: contratar administradora ou empresa de manutenção não transfere a responsabilidade legal do síndico pela conservação (art. 1.348 do Código Civil) — apenas soma um corresponsável técnico. Detalhamos os cenários em [responsabilidade do síndico pela manutenção](/blog/responsabilidade-sindico-manutencao/). ## Como implantar a NBR 5674 em um condomínio existente: passo a passo A norma exige que edificações existentes se adequem, mas não diz por onde começar. Este é o roteiro que funciona na prática: 1. **Reúna a documentação que existe.** Manual da construtora (se houver), plantas, laudos antigos, contratos vigentes, último AVCB, atas que trataram de obras. O que não existir vira lacuna declarada — e isso é melhor do que lacuna desconhecida. 2. **Inventarie os sistemas da edificação.** Percorra o prédio e liste tudo o que exige manutenção: elevadores, bombas, gerador, SPDA, extintores e hidrantes, reservatórios, portões, pressurização de escada, iluminação de emergência, fachada, cobertura, impermeabilizações, playground, academia, piscina. Um [checklist de manutenção predial](/blog/checklist-manutencao-predial-sindicos/) acelera esta etapa. 3. **Defina periodicidade, responsável e evidência para cada item.** Use o manual da edificação, o Anexo A da norma e as normas específicas de cada sistema. Para cada atividade, defina quem executa (equipe local, empresa capacitada ou especializada) e qual documento comprova a execução. 4. **Monte o planejamento anual com orçamento.** Distribua as atividades no calendário, estime custos, inclua a reserva para corretivas e leve para aprovação em assembleia, com registro em ata, como a norma pede. 5. **Estabeleça o fluxo de documentação.** Defina, por escrito, como propostas, contratos, ordens de serviço, laudos e ARTs serão coletados e arquivados, e onde. Aprove esse fluxo em assembleia. 6. **Execute e registre cada atividade.** Data, prestador, custo, fotos, laudo. Sem exceção: a atividade só "existe" quando o registro existe. 7. **Revise o programa anualmente.** Compare previsto x realizado (físico e financeiro), incorpore as não conformidades encontradas nas inspeções e ajuste periodicidades conforme o envelhecimento do prédio. Para um condomínio de porte médio, as etapas 1 a 5 costumam ser vencidas em poucas semanas. O desafio real não é montar o plano: é **sustentar a execução e o registro** mês após mês, síndico após síndico. É aí que planilha e grupo de WhatsApp falham. ## O que acontece se o condomínio não cumprir As consequências de ignorar a NBR 5674 aparecem em quatro frentes: - **Responsabilização civil e criminal do síndico.** Em acidentes com origem em manutenção negligenciada — queda de elevador, desprendimento de fachada, choque por SPDA comprometido, incêndio com extintores vencidos — o síndico pode responder civilmente pelos danos e, conforme o caso, criminalmente (lesão corporal ou homicídio culposo). O programa de manutenção e seus registros estão entre os primeiros documentos que a perícia pede. - **Perda das garantias da construtora.** Em prédios novos, a NBR 5674:2024 e a NBR 17170 amarram a garantia à execução correta do programa de manutenção. Sem plano executado e documentado, a construtora tem argumento técnico para negar reparos dentro do prazo de garantia. - **Problemas com seguro.** Sinistros com nexo em falta de manutenção dão à seguradora fundamento para questionar ou negar cobertura, dependendo das condições da apólice. - **Reprovação em inspeções e laudos.** Inspeções prediais (NBR 16747) e vistorias municipais avaliam a existência e a execução do programa de manutenção. A ausência dele compromete o laudo, o AVCB e, em cidades com legislação de inspeção, pode gerar autuação. Há ainda o custo silencioso: a manutenção corretiva de emergência custa múltiplos da preventiva programada, e a degradação sem controle deprecia o patrimônio de todos os condôminos — exatamente o que a norma existe para evitar. ## Como o Easy Alert operacionaliza a NBR 5674 Sejamos honestos sobre o que um software resolve e o que não resolve: nenhuma plataforma executa a manutenção por você, e a responsabilidade legal continua sendo do síndico. O que um sistema resolve é a parte em que planilhas e memória falham — a **gestão** exigida pela norma. É isso que o [Easy Alert](/funcionalidades/) faz: - **Programa de manutenção estruturado conforme a NBR 5674**: cada sistema da edificação entra no plano com atividade, periodicidade, responsável e forma de comprovação, a estrutura mínima que a norma exige; - **Alertas antes de cada vencimento**, por e-mail e WhatsApp, para o síndico e para os responsáveis pela execução; - **Registro com evidência**: cada manutenção concluída guarda data, prestador, custo, fotos e anexos (laudos, ARTs, notas), formando o histórico técnico da edificação; - **Relatórios para assembleia e transferência de gestão**: o previsto x realizado sai pronto para prestação de contas. Na troca de síndico, o histórico completo é entregue ao sucessor com um acesso, como a norma determina. É o modelo que hoje roda em **1.400+ condomínios ativos**, em 23 estados e 138 cidades, com mais de **300 mil manutenções gerenciadas** e **2.500+ edificações já atendidas** desde o início da operação (dados de julho de 2026). O resumo de quem usa é o do síndico profissional Marcelo Bavaresco: "Essa plataforma é excelente, faz lembrar a gente de fazer as manutenções preventivas […] traz uma transparência com os moradores quanto ao acompanhamento das manutenções." ## Perguntas frequentes sobre a NBR 5674 **Qual é a versão vigente da NBR 5674?** A **NBR 5674:2024**, terceira edição, publicada em 23 de janeiro de 2024. Ela equivale ao conjunto da NBR 5674:2012 com a Emenda 1 e cancelou e substituiu a edição de 2012. Conteúdos que citam a versão 2012 como atual estão desatualizados. **A NBR 5674 é obrigatória por lei?** Normas ABNT são tecnicamente voluntárias, mas a NBR 5674 se torna exigível quando citada em leis municipais de inspeção predial, contratos, apólices e decisões judiciais — o que ocorre com frequência. Em perícias, ela é o parâmetro técnico usado para avaliar se o síndico cumpriu o dever de conservação do art. 1.348 do Código Civil. **O que mudou na NBR 5674:2024 em relação à de 2012?** As principais mudanças: vínculo explícito das garantias da construtora à execução do programa de manutenção (alinhamento com a NBR 17170:2022), exigência de fluxo de documentação escrito e aprovado em ata, referências normativas atualizadas (NBR 17170, NBR 15575, NBR 14037) e anexos com modelos de programa, registros e checklists. **Qual a diferença entre NBR 5674 e NBR 16747?** A NBR 5674 trata da **gestão contínua** da manutenção (programa, execução, registros). A NBR 16747 trata da **inspeção predial**: a avaliação periódica do estado da edificação por profissional habilitado, com emissão de laudo. Uma não substitui a outra — a inspeção predial verifica, entre outras coisas, se o programa de manutenção da NBR 5674 existe e vem sendo cumprido. **Prédio novo precisa de programa de manutenção?** Precisa, com motivo extra: a NBR 5674:2024 vincula as **garantias da construtora** à execução correta do programa. Deixar de fazer (ou de registrar) as manutenções do manual é uma das principais causas de perda de garantia no pós-obra. **Quem elabora o programa de manutenção?** O ponto de partida é o manual de uso, operação e manutenção (NBR 14037) entregue pela construtora. Na ausência dele, comum em prédios mais antigos, um engenheiro, uma empresa de gestão ou uma plataforma especializada estrutura o programa a partir do inventário dos sistemas existentes. **Condomínio antigo, sem manual da construtora, também precisa se adequar?** Sim. O escopo da norma determina que edificações existentes antes da sua vigência devem adequar ou criar seus programas de manutenção. A ausência do manual não dispensa o programa — apenas muda o ponto de partida para o inventário dos sistemas. **Planilha atende à NBR 5674?** Uma planilha bem mantida pode conter o programa, mas dificilmente sustenta o resto: ela não avisa vencimentos, não guarda fotos e laudos vinculados a cada execução, não gera o previsto x realizado para assembleia e não sobrevive bem à troca de síndico. Os pontos em que os condomínios reprovam em perícia são justamente execução no prazo e evidência recuperável. --- **Quer o programa de manutenção do seu condomínio estruturado conforme a NBR 5674:2024?** [Fale com a gente no WhatsApp](https://wa.me/5548936182406?text=Ol%C3%A1!%20Li%20o%20guia%20da%20NBR%205674%20no%20blog%20e%20quero%20estruturar%20o%20plano%20de%20manuten%C3%A7%C3%A3o%20do%20meu%20condom%C3%ADnio.) — ou [agende uma demonstração](/agendar/) e veja o plano do seu condomínio montado ao vivo, com os sistemas, as periodicidades e os alertas configurados. --- # Periodicidade das manutenções preventivas: tabela completa por sistema URL canônica: https://easyalert.com.br/blog/periodicidade-manutencoes-preventivas/ Autor: Iago Sartor (Engenheiro Civil (UNESC)) Publicado em: 2026-07-29 "De quanto em quanto tempo eu preciso fazer cada manutenção?" — essa é a pergunta mais comum de quem assume um condomínio. A resposta está espalhada em normas, manuais de fabricante e leis locais. Reunimos aqui as periodicidades de referência dos sistemas mais críticos. > **Importante:** periodicidades podem variar conforme o município (leis de inspeção local), o fabricante e as condições de uso da edificação. Use esta tabela como ponto de partida e valide com o manual da edificação e os prestadores. ## Tabela de periodicidades de referência | Sistema | Manutenção | Periodicidade típica | |---|---|---| | Elevadores | Manutenção preventiva por empresa habilitada | Mensal | | Bombas (água potável, incêndio, esgoto) | Inspeção de funcionamento e rodízio | Mensal | | Portões automáticos | Lubrificação, teste de segurança e antiesmagamento | Mensal a trimestral | | Gerador | Teste de funcionamento com carga | Mensal | | Iluminação de emergência | Teste de autonomia | Mensal | | Reservatórios de água | Limpeza e desinfecção | Semestral | | Extintores | Inspeção visual / recarga | Mensal / anual | | Hidrantes e mangueiras | Inspeção e teste hidrostático | Anual / 5 anos | | SPDA (para-raios) | Inspeção visual / medição ôhmica completa | Anual / conforme laudo | | Fachada | Inspeção de revestimentos, vedações e ACM | Anual, com lavação conforme região | | Cobertura e calhas | Limpeza de calhas e inspeção de telhas | Semestral (antes do período de chuvas) | | Caixas de gordura e esgoto | Limpeza | Trimestral a semestral | | Playground e academia | Inspeção de fixações e desgaste | Trimestral | | Piscina | Análise de água / inspeção de casa de máquinas | Semanal / mensal | | Alarme e detecção de incêndio | Teste do sistema | Mensal | | AVCB / CLCB | Renovação junto ao Corpo de Bombeiros | Conforme prazo local (1 a 5 anos) | ## Os três erros mais comuns 1. **Confundir "fez uma vez" com "está em dia"** — quase todas as manutenções acima são recorrentes. O sistema que foi inspecionado em janeiro estará vencido de novo em algum mês do ano. 2. **Depender de prestador para lembrar** — o prestador que ganha pela execução nem sempre avisa quando o prazo passou. O controle precisa ser do condomínio. 3. **Não guardar evidência** — sem laudo, foto e registro, a manutenção não protege o síndico juridicamente nem preserva a garantia da construtora. ## Como automatizar esse calendário Com a [Easy Alert](/funcionalidades/), cada sistema da edificação entra no plano com a periodicidade correta, e a plataforma **avisa por e-mail e WhatsApp antes de cada vencimento**. O histórico fica registrado com fotos e anexos, pronto para assembleia ou fiscalização. [Agende uma demonstração](/agendar/) e veja o calendário técnico do seu condomínio montado ao vivo. --- # Responsabilidade do síndico na manutenção predial: o que diz a lei URL canônica: https://easyalert.com.br/blog/responsabilidade-sindico-manutencao/ Autor: Fernando Zomer (Engenheiro Civil) Publicado em: 2026-07-29 Ser síndico é assumir, por lei, a conservação do prédio. O **art. 1.348 do Código Civil** diz que compete ao síndico "diligenciar a conservação e a guarda das partes comuns". Quando a manutenção falha e alguém se machuca — ou o patrimônio se deteriora — a pergunta da Justiça é uma só: **o síndico foi diligente?** ## Onde o síndico responde - **Civil**: danos causados por falta de manutenção (elevador, portão, queda de revestimento, infiltrações) geram dever de indenizar. O condomínio responde — e pode haver **ação de regresso contra o síndico** se ficar provada negligência; - **Criminal**: em acidentes graves com vítima, a omissão em manutenções obrigatórias pode configurar responsabilidade penal por negligência; - **Trabalhista**: acidente de funcionário por equipamento sem manutenção; - **Administrativa**: multas por AVCB vencido, elevadores sem inspeção (onde há lei municipal), vigilância sanitária em reservatórios. ## O que os tribunais consideram "diligência" Nos processos, a defesa do síndico se sustenta em **documentos**, não em boa intenção: 1. **Programa de manutenção** existente e compatível com a [NBR 5674](/blog/nbr-5674-guia-completo/); 2. **Execuções registradas** com data, prestador, laudo e evidência; 3. **Orçamento aprovado** — se a assembleia negou verba para uma manutenção recomendada, a ata protege o síndico; 4. **Comunicação ativa** — avisos e prestação de contas aos condôminos. Traduzindo: síndico protegido é síndico com histórico organizado. A manutenção pode até atrasar por decisão da assembleia — mas a recomendação técnica documentada muda o responsável da história. ## Checklist de proteção jurídica do síndico - [ ] Programa de manutenção formalizado (não apenas "na cabeça do zelador") - [ ] Alertas de vencimento que não dependem de memória - [ ] Registro de cada execução com evidência anexada - [ ] Laudos obrigatórios (SPDA, reservatórios, AVCB) com prazo monitorado - [ ] Atas de assembleia registrando decisões sobre manutenção - [ ] Relatório periódico de manutenções aos condôminos ## A ferramenta faz a diligência virar rotina A [Easy Alert](/para-sindicos/) existe exatamente para isso: plano conforme a NBR 5674, alertas automáticos por e-mail e WhatsApp, histórico com evidências e relatório em PDF para assembleia. Se um dia a pergunta for "o síndico foi diligente?", a resposta está a dois cliques. [Agende uma demonstração gratuita](/agendar/) — 45 minutos com um especialista.